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FORÇA-TAREFA

Polícia diz que suposto serial killer ‘matava por raiva’, em Goiânia

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publicado em 18/10/2014 às 10h38

A Polícia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira (16) o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, que é apontado como o autor de 39 mortes em Goiânia, entre elas 15 das 16 mortes cometidas por motociclistas investigadas há dois meses por uma força-tarefa da corporação. O delegado que coordena os trabalhos da equipe, Deusny Aparecido, disse que ele é uma pessoa “fria”: “Matava por raiva, raiva de tudo e de todos. Matava aleatoriamente, ele nunca teve vínculo com nenhuma dessas vítimas. Poderia ser eu, você, nossos filhos”.

Dois dos crimes investigados pela equipe não foram assumidos pelo homem: a morte de Danielly Garmus da Silva, 23 anos, e a tentativa de homicídio de Daiane Ferreira de Morais, 18. Entretanto, ele confessou outras duas mortes de mulheres que eram apurados de forma independente e, após a confissão, a polícia os incluiu na força-tarefa. São eles os homicídios de Arlete dos Anjos Carvalho, 16, e de outra mulher identificada apenas como Edimila, mas que a polícia não detalhou o caso.

Antes de apresentá-lo, a polícia avisou aos presentes na coletiva que ele ficaria afastado do público, pois não estava algemado nas pernas e poderia acontecer algo, pois o suspeito "fica alterado na presença de mulheres". Tiago não disse nada durante a apresentação. Procurado pelo G1, o advogado do jovem, Tiago Huascar, não atendeu às ligações até a publicação desta reportagem.

O momento da apresentação foi carregado de tensão. Emocionadas, famílias das vítimas que estavam no local gritavam para o homem e diziam que ele iria "pagar pelo que fez". Algumas pessoas passaram mal e tiveram que ser retiradas do local.

A polícia também mostrou a motocicleta encontrada com o supeito. Outros objetos foram apreendidos na residência de Tiago, como roupas e tênis. Segunda a polícia, ele estava vestido com essas peças quando cometeu os crimes.

O vigilante foi preso na noite de terça-feira (14). Na manhã desta quinta-feira (16), ele tentou se matar na cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos, onde está detido. O advogado do suspeito confirmou ao G1 que ele cortou os pulsos com o vidro da lâmpada. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e passa bem.

Série de assassinatos

O primeiro crime da série de assassinatos contra mulheres em Goiânia ocorreu em 18 de janeiro deste ano, quando Bárbara Luiza Ribeiro Costa, de 14 anos, foi executada por um motociclista no Setor Lorena Park. A morte mais recente foi a de Ana Lídia Gomes, baleada em um ponto de ônibus no Setor Conjunto Morada Nova, no dia 2 de agosto. Um motociclista passou pelo local e disparou contra a garota, que não resistiu aos ferimentos.

Entre as outras mortes investigadas pela força-tarefa estão a da dona de casa Lílian Sissi Mesquita e Silva, de 28 anos, em 3 de fevereiro, e a de Janaína Nicácio de Souza, de 25 anos, morta no dia 8 de maio. Todas as vítimas de série de assassinatos eram jovens, mas não tinham perfil parecido.

Ao contrário do que foi divulgado pela polícia no início das investigações, o delegado-geral da Polícia Civil, João Gorski, afirmou, na quarta-feira (15), que se trata de um caso de assassino em série."Eu acredito que é um serial killer. No começo, ele matava aleatoriamente. No fim, ele estabeleceu um padrão", afirmou.

G1

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