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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Kassab e a tarifa dos ônibus

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publicado em 04/10/2011 às 00h47

Foi o jornalista Napoleão de Castro quem me repassou as notícias deste final de semana sobre o anúncio do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de que a tarifa dos ônibus da capital paulista não sofreria reajuste até dezembro de 2012. Na análise do jornalista Napoleão de Castro, esse anúncio antecipado por parte de Kassab tem a ver primeiramente com a visibilidade que pretende dar em relação ao seu novo partido, o PSD, recentemente instalado; e em segundo lugar como propaganda em favor do nome de quem esse novo partido lance como seu sucessor. Mas, Napoleão de Castro advertia: “Já pensou se essa moda pega, com os prefeitos das cidades brasileiras querendo aproveitar-se eleitoralmente dos sistemas de transporte público, agindo com demagogia e por conseqüência deixando esses sistemas piores do que já são?!…”

O jornalista Napoleão de Castro deixou de dizer (ou não tenha lido todo o teor daquelas matérias) que Kassab também anunciou que, para viabilizar essa contenção tarifária, está comprometendo nada menos do que 660 milhões de reais no orçamento de 2012 para repasse às empresas de ônibus, como subsídio para poder manter a tarifa em R$ 3,00.

Isto, mesmo, leitor(a)! A tarifa dos ônibus urbanos da cidade de São Paulo está em três reais (R$ 3,00) para os passageiros porque a Prefeitura paulistana, já neste ano de 2011, banca R$ 600 milhões como subsídio. Do contrário, o valor da passagem paga pelos passageiros seria de R$ 3,70.

Nessa notícia que me foi trazida por Napoleão de Castro está, pois, a intenção do prefeito Kassab em não só manter, mas aumentar aquele subsídio em 10% para poder seu Governo apresentar-se à população como o responsável por uma tarifa módica, porque, se assim não for, essa tarifa paulistana iria (e já estaria) em R$ 4,00.

Com estas considerações, de minha parte nem me alio à preocupação manifestada por Napoleão de Castro quanto a um prefeito, como Kassab, tentar conter o valor tarifário por já estarmos em um ano pré-eleitoral, como a querer “fazer média” com a população, Não! Entendo que Kassab, pela seriedade administrativa que até aqui tem demonstrado, tenha pretendido dar exemplo aos seus partidários do resto do Brasil como a lhes dizer: “Se seus orçamentos têm capacidade de subsidiar e/ou suas Prefeituras, junto com os Governos estaduais, podem ´abrir mão´ dos impostos e taxas cobrados, aí, sim, fixem-se em tarifa de caráter só eleitora! Mas, se não têm orçamento para tal, se seus municípios não têm condições econômico-financeiras, não façam demagogia porque o resultado eleitoral vai ser pior!”.
 

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