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BUSCA E APREENSÃO

Nova fase de operação cumpre mandados contra Telexfree no ES

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publicado em 24/10/2014 às 16h41

Uma operação realizada pela Receita Federal do Brasil, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumpre, nesta sexta-feira (24), mandados de busca e apreensão contra um esquema de pirâmide financeira no Espírito Santo.

Segundo a Polícia Federal do estado, esta é segunda fase da ‘Operação Orion’, com o objetivo de combater fraudes envolvendo a prática criminosa promovida pela empresa Telexfree sediada em solo capixaba. As ações ocorrem nos municípios de Vitória e Vila Velha, onde estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na sede de uma empresa e em três residências de envolvidos.

Um dos advogados da Telexfree, Horst Fuchs, foi procurado pelo G1 às 10h50, mas informou que estava fora da cidade e não tinha conhecimento da operação.
Na operação, participam 12 servidores da Receita Federal e 20 policiais federais. A ação é realizada como mais um esforço para combater um esquema de investimento conhecido como pirâmide financeira que se sustenta a partir da cobrança de taxas de adesão de divulgadores de um serviço de telefonia.

De acordo com os órgãos, a rede construída pelas empresas não condiciona os ganhos dos divulgadores à venda ou revenda dos serviços de telefonia, mas principalmente a novas adesões à rede, o que torna o esquema lucrativo somente para os membros que figuram no topo da pirâmide. O número de divulgadores prejudicados com a ação das empresas já ultrapassa um milhão de pessoas.

A empresa está sendo investigada por diversos órgãos públicos no Brasil e no exterior. Em junho de 2013, a Justiça Estadual do Acre determinou a vedação de novos cadastros de divulgadores e indisponibilidade de todos os bens dos sócios de uma das empresas.

Há indícios do cometimento de crimes tributários na atuação dos divulgadores, crime contra a economia popular, com suposta formação de pirâmide, estelionato e crime de induzimento à especulação.

G1

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