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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Economia grita, TJ cala

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publicado em 16/11/2011 às 08h14
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Não precisa ser expert em economia ou estar na pele de comerciante, empresário ou lojista para sentir os efeitos do desaquecimento do comércio paraibano e pressentir a ameaça de um Natal e Reveillon magros, com pouco dinheiro circulando, fábricas desabastecidas, o Estado deixando de arrecadar e o povo ao final pagando a conta cara.

As projeções assustam os setores produtivos. Com mercadorias lacradas, caminhões retidos, algumas fábricas, como a Alpargatas, por exemplo, estão correndo o risco de suspender a produção do final de ano. Outras cogitam até a concessão de férias coletivas aos funcionários. Nem o mais robusto mercado resiste aos prejuízos de 45 dias de emperramento total, muito menos uma pequena e frágil economia como a nossa.

O cenário só não tem causado espécie ao colendo Tribunal de Justiça da Paraíba, que testemunha inerte e silente o travamento das nossas finanças estaduais. A demanda judicial não sai das mãos do desembargador substituto Ricardo Vital, que ainda não levou o assunto à apreciação do Pleno do TJ. Nem parece que estar sob os auspícios da Justiça tema de tão elevada envergadura e de eminente interesse coletivo.

O Tribunal deve satisfação ao povo da Paraíba, coerência ao seu histórico de agilidade no deslinde de questões similares em recente passado e pronunciamento oportuno sobre o mérito da perniciosa greve do Fisco, seja para referendá-la ou defenestrá-la. Na greve de 2007, em 24 horas a Justiça deu seu veredicto. Em 2011, já se vão 45 dias. O que mudou de lá pra cá? A lei, o TJ, os prazos ou os interesses?

Correndo atrás
Pelo o que a coluna captou, o Fisco se apressa em buscar acordo no qual o Governo se comprometeria pagar todos os reajustes em 2012. Sem ponto cortado.

Jogo duro
Leitura de setores do Governo: se o Sindifisco tocou a greve e os prejuízos até agora, apesar apelos em contrário, agora é o Estado que não pode vacilar.

Soletrando as vogais
Na Granja Santana, o governador Ricardo Coutinho aproveitou o tempo do feriado da Proclamação da República e se debruçou sobre os nomes a serem escolhidos para o colegiado de vogais da Junta Comercial do Estado. Sem descanso, Ricardo monitorou ventos que sopram silenciosamente mais crises à sua gestão.

Maranhão quer fazer mais
“Eu tenho certeza que vou poder fazer melhor pela cidade do que o atual prefeito e o antecessor fizeram”. A frase é do ex-governador José Maranhão (PMBD), aos 75 anos, e decidido a botar no seu currículo o cargo de prefeito de João Pessoa, antes de encerrar a carreira política.

Critério excludente
Afeito à cautela e prudência verbal ao tratar da disputa interna que trava com seu seguidor, o deputado federal Manoel Júnior, pela indicação do PMDB, Maranhão já não tem mais arrodeado no trato do assunto: “Será o candidato quem tiver, segundo as pesquisas, mais votos”.

Novo tempo
Já Manoel Júnior segue mantendo seu discurso em defesa da reoxigenação do PMDB paraibano. A começar pela eleição próxima do diretório da Capital.

O encontro
O prefeito Carlos Rafael (PTB) e o ex Carlos Antônio (DEM), de Cajazeiras, se esbarraram num evento social em João Pessoa. Atraíram olhares.

E o troco
Próximo ao cumprimento protocolar, quando Rafael se aproximou, Carlos Antônio deu as costas. Pagou na mesma moeda recente desfeita semelhante.

Mobilidade
O prefeito Luciano Agra (PSB) desembarcou ontem na cidade de Bogotá, na Colômbia, onde participa da Feira Internacional de Transporte Massivo.

Pegando ar  –
Jornalistas campinenses têm estranhado no deputado Romero Rodrigues (PSDB) nível de irritabilidade acima do normal e do perfil ponderado do tucano.

Entrelaçamento
Se a Época descobrisse que Pietro e Daniel já foram tão íntimos ao ponto do primeiro ter sido fiador do segundo num empréstimo de capital de giro?

Pensativo –
Já incomoda os aguerridos e desconfiados oposicionistas na Assembléia o ‘mergulho reflexivo’ do combativo deputado Gervásio Filho (PMDB).

Caixa-preta
O ex-prefeito Avaíldo Azevedo (PSB), alvo preferencial da poderosa família Maranhão em Araruna, quebra o silêncio hoje ao vivo no Correio Debate (rádio).

A missão
A família Gadelha tenta convencer o ex-deputado Leonardo Gadelha a topar a tarefa de enfrentar a reeleição do prefeito Fábio Tyrone (PTB), em Sousa.

Queda de braço
Afinal de contas, o PT vai ou não integrar o Conselho Político de Luciano Agra, como quer Luiz Couto mesmo contra o veto do presidente Rodrigo Soares?

PINGO QUENTE“Quem não deve, não teme”. Da vereadora pessoense Eliza Virgínia, em paráfrase ao governador Ricardo, e aventando mais um pedido de CPI na Câmara, desta vez para apurar as denúncias da Revista Época.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

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