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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Quem paga a conta?

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publicado em 19/11/2011 às 09h30

O direito de greve é legítimo e constitucional. Assiste a mais modesta até a mais abastada classe do serviço público. O direito de contestá-la também. E foi esse embate travado entre Governo e Fisco. De um lado, uma categoria se dizendo vilipendiada nos seus direitos de aumento previstos em lei e sem humor para esperar.

Do outro, o Estado pedindo paciência aos grevistas e prometendo regularizar a situação dessa e de outras categorias assim que a gestão também cumprisse os ditames de outra Lei, de caráter ainda mais imperativo: o da Responsabilidade Fiscal.

No bojo do impasse, como manda a previsão do Estado de Direito, coube à Justiça exercer o seu papel de mediadora e espaço final de conciliação de interesses conflitantes. O Tribunal de Justiça não se furtou a exercer esse papel e botou fim a uma queda de braço que, independente do desfecho, teria só o contribuinte como derrotado.

Mas o rescaldo ainda está por vir. O radicalismo da greve e a demora do seu estancamento entrarão na contabilidade onerosa dos cofres do Estado. Embora seja possível recuperar parte do que foi perdido, o saldo negativo da paralisação é impossível de se calcular, porque extrapola o imposto não arrecadado.

O centavo que deixou de entrar no caixa do Governo não fará falta alguma ao senhor Ricardo Coutinho e nem muito menos à recheada tesouraria do Sindifisco. O impacto na economia não afeta apenas comércio e indústria. Essa fatura será debitada, em doses homeopáticas, na conta dessa Paraíba, cansada de pagar a vida boa de poucos.

Boicote?
Qual seria a tradução prática do simbólico recado do presidente da Fenafisco, Manoel Izidro, avisando que o Fisco da Paraíba vai combater este Governo “até o final”?

Alfinetada
“O governador tem essa resistência. Ele escolhe a lei que quer cumprir”. Do vice-presidente do Sindifisco, Roberto Paiva, após a decisão do TJ que suspendeu a greve.

Fogo amigo no Governo
O senador Vital do Rêgo (PMDB) reagiu com perplexidade à declaração do ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, colocando o paraibano numa situação desconfortável ao dizer na imprensa nacional que os números apresentados pelo relator da matéria dos royalties não batem com os números do Governo.

Reação imediata
Ao tomar conhecimento da informação, Vitalzinho reuniu sua assessoria e decidiu produzir uma nota para rebater a insinuação do ministro, feita logo depois de um encontro formal com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e a presidente Dilma Roussef.

Depois do fogo, a água
Enganou-se quem pensava que o fogo amigo havia feito o secretário Lucius Fabiani esmorecer na defesa da manutenção da aliança do PT com o PSB em João Pessoa. “Não queremos o PT a serviço de determinadas oligarquias da Paraíba. A candidatura posta está sendo instrumentalizada”.

Marasmo
Sem querer polemizar com Fabiani, a queixa do presidente do PT, Rodrigo Soares, sobrou para Agra. “João Pessoa está parada. A cidade não tem tido o cuidado devido”.

Por fora
Não demorou e ouviu chacoalhada do chefe do Gabinete, Raoni Mendes (PDT). “Ele está muito concentrado nas coisas do PT e desconhece os avanços da nossa gestão”.

Se…
Pergunta do apimentado vereador Marcus Vinicius (PSDB). “Se for provado que a assinatura na procuração é falsa, a Prefeitura pagará a Daniel e cobrará de Pietro?”.

Critério
Do prefeito Veneziano Vital sobre sua nova coordenadora política, Lídia Moura (PMN). “Ela atende os requisitos. Só lamento que ela não tenha aceitado o nosso convite antes”.

Orientação
Veneziano quer que o papel da articulação política não se restrinja ao ajuntamento partidário. “Tem que ser vista de forma amplificada com o diálogo com a sociedade”.

Paternidade da indecência
O deputado Manoel Ludgério (PSD) voltou à carga sobre o impasse com Doda de Tião (PPL). “Indecente mesmo era eu aceitar que o ex-deputado Jacó Maciel fosse traído”.

Razões –
“Não quero polemizar, penso no macro, tanto que não criei problemas para Doda integrar a base do governador Ricardo”, justificou Ludgério em contato com a Coluna.

História e estória – Ao colunista, Manoel disse que a versão de Doda é uma ‘estória’ e prometeu: “Um dia lhe contarei a verdadeira história e aí, sim, as propostas indecentes feitas a mim”.

Mapa astral
Derrotado na vaga do TCU, o sonho do deputado Damião Feliciano ainda ser ministro não morreu. Com a iminente queda de Luppi, o PDT já preenche lista de opções.

Prato do dia
Mesa do Classic reuniu ontem o deputado Manoel Júnior (PMDB) e os advogados Roosevelt e Raoni Vita, contratados por Daniel Cosme Gonçalves, da New Life.

PINGO QUENTE“Antes tarde do que nunca”. Do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) aos jornalistas Cláudia Carvalho e Josival Pereira interpretando como “distensão” os elogios do ex-governador Maranhão.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba
 

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