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Polícia: morte de menor com tiro de 12 foi acidental

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publicado em 30/10/2014 às 16h13

 A delegada adjunta da Infância e Juventude de João Pessoa, Andrea Melo, concluiu nesta quinta-feira (30) o procedimento de investigação do homicídio da adolescente Camile Carneiro da Silva, de 13 anos. A garota foi morta com um tiro de espingarda calibre 12, na ‘Comunidade do S’, no bairro do Róger, na Capital, na tarde da quarta-feira (29). A delegada ouviu todos os adolescentes apontados como autores do crime e que estavam com a menina. Andrea Melo acrescentou que o procedimento deve ser encaminhado pela Delegacia da Infância e Juventude ao Ministério Público, juntamente com o laudo cadavérico, nos próximos dias.

De acordo com a autoridade policial, Camile e mais outros cinco adolescentes, sendo três garotos e duas meninas, saíram de casa na ‘Comunidade do S’ e foram brincar em um local conhecido como ‘Lixão do Róger’. Chegando ao lugar combinado, um dos meninos portava uma espingarda. “Em depoimento, um garoto de 15 anos relatou que conseguiu a arma e levou para mostrar aos colegas. Ao manusear a espingarda, ela disparou acidentalmente atingindo a garota. Depois do fato, todos os outros adolescentes correram e dois permaneceram no local. Colocaram o corpo da menina em um carrinho de mão e iam deixar em uma área de mangue, próxima ao lixão, mas um dos moradores viu e informou à polícia, que foi ao local, encontrou os garotos, indagou sobre o ocorrido e eles apontaram o lugar onde estava o corpo da vítima”, disse a delegada.

Após a apreensão, a delegada da Infância e Juventude ouviu todos os adolescentes que estavam no lixão, também os familiares da vítima e concluiu esta etapa do procedimento. “Foi levantada a hipótese de que a menina teria sido abusada sexualmente, mas entendemos que isso não ocorreu com base nos depoimentos e em exames preliminares realizados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC). Na hora do assassinato, ela vestia uma blusa e um short, e ao remover o corpo para o carrinho de mão, a blusa dela rasgou. O laudo cadavérico será encaminhado à Polícia Civil em 10 dias. Agora queremos investigar onde o adolescente conseguiu a arma usada no crime e a quem ela pertence”, finalizou a delegada.

MaisPB com Secom PB 

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