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CINEMA

Festival Móbile premia curtas com R$ 10 mil em duas mostras

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publicado em 03/11/2014 às 09h25

A segunda edição do Festival Móbile entregou, domingo à noite, as premiações das duas mostras de curtas paraibanos. Na Paraibando, os vencedores foram ‘A queima’ e ‘A ilha’. Já na Verde-Maduro, ‘Cloudy sky’ e a animação ‘Os publicitários também choram’.

Já o júri popular escolheu ‘Platô’ (mostra Paraibando) e ‘Os publicitários também choram’ (Verde-Maduro). Este ano, o festival – realizado entre 31 de outubro e 2 de novembro – distribuiu R$ 10 mil em dinheiro e também em equipamentos para produção audiovisual.

A parte musical do Festival Móbile também foi encerrada na noite do domingo, com shows de Meio Free, DJ Kylt, Licenciosa, Mira Maya e Otto. Desde a sexta-feira, diversas atrações passaram pelo Conventinho, no Centro Histórico de João Pessoa, como Dusouto, Romero Ferro, Escurinho e Seu Pereira & Coletivo 401.

O júri oficial formado por Torquato Joel, Audaci Júnior e Marcel Vieira também premiou em várias categorias técnicas. Abaixo, veja a lista completa de vencedores das mostras que foram realizadas na Usina Cultural Energisa, em sessões na sexta-feira e no sábado:

Mostra Paraibando
-Melhor curta-metragem: A QUEIMA
-Melhor documentário: A QUEIMA
“Pela narrativa que envolve o espectador, com momentos de mistério e tensão, onde os elementos técnicos cinematográficos e se colocam a serviço do registro de maneira imersiva”

-Melhor ficção: A ILHA
“Pela angústia passada através dos personagens ‘ilhados’, abdicando da informação verbal para construir sentido numa narrativa visual com direito ao climático plano-sequência”

Mostra Verde-Maduro
-Primeiro colocado: CLOUDY SKY
“Por sua preocupação em registrar elemento da cultura popular paraibana com boa fotografia e montagem”

-Segundo colocado: OS PUBLICITÁRIOS TAMBÉM CHORAM
“Bem humorado e inventivo, com momentos de boa criatividade”

CATEGORIAS TÉCNICAS

1. Melhor Direção: MALHA
“Direção com resultados notórios na tela em uma investigação antropológica de uma tradição popular peculiar onde são enraizadas a violência e alusões de calvário cristão no entretenimento”

2. Melhor Fotografia: CONTÍNUO
“Pela plasticidade e dinâmica estética a favor da narrativa com imagens sedutoras em um belo preto-e-branco”

3. Melhor Montagem: A QUEIMA
“Por contribuir de maneira vital, assim como o desenho sonoro, na construção narrativa do clima do curta-metragem”

4. Melhor Roteiro: A ILHA
“Pelo poder de síntese das camadas de cada personagem e fluidez narrativa“

5. Melhor Direção de Arte: A ILHA
“Pelos elementos que contribuem para a composição estética e tridimensional dos personagens”

6. Melhor Trilha Sonora: OS PUBLICITÁRIOS TAMBÉM CHORAM
“A trilha age de maneira orgânica e dramática na história”

7. Melhor Som: A QUEIMA
“Por contribuir de maneira vital, assim como a edição, na construção narrativa do clima do curta-metragem”

8. Melhor Ator: A ILHA (WALISSON PEREIRA)
“Pela intensidade, veracidade e entrega sem pudores ao papel de um filho autista hidrófobo”

9. Melhor Atriz
O júri concluiu que o painel feminino na mostra foi insuficiente para avaliação ou as atrizes não conseguiram sobressair na qualidade dramática nos seus papéis.

LISTA DE SELECIONADOS MOSTRA PARAIBANDO
– A queima [Documentário, 13’, 2013, dir. Diego Benevides]
– Platô! [Documentário, 18’, 2012, dir. Kleyton Canuto]
– Ilha [Ficção, 14’, 2014, dir. Ismael Moura]
– Capela [Documentário, 12’, 2014, dir. Ramon Batista]
– Inominável [Ficção, 11’55’’, 2014, dir. Felipe Lavorato]
– Leprosário [Documentário, 11’, 2012, dir. Luís Barbosa]
– Não tão longe [Ficção, 13’32’’, 2014, dir. Ian Abé]
– O lendário escritor de frases de biscoito da sorte [Ficção, 19’50’’,
2014, dir. Marcelo Quixaba]
– Malha [Documentário, 14’17’’, 2013, dir. Paulo Roberto]
– Sobre Cabelos [Ficção, 15’46’’, 2013, dir. Lincoln Ferdinand]
– Contínuo [Ficção, 16’, 2014, dir. Odécio Antônio]
-O santo das águas que queimam [Documentário, 15’, 2014, dir. Riccardo Migliore]

SELECIONADOS MOSTRA VERDE-MADURO
– Lula Barreto [Documentário, 3’, 2012, dir. Marcelo Quixaba];
– Os publicitários também choram [Animação, 5’, 2013, dir. Yendys Sydney];
– Blecaute [Ficção, 3’, 2014, dir.Jailson Batista, Rodrigo Quirino e Luiza Maia];
– Cloudy Sky [Experimental, 2’24’’, 2014, dir. Alex Antônio];
– O retrato [Ficção, 3’, 2014, dir. Andressa Hellen e Vinícius Tabajara];
– Platônico [Ficção, 1’, 2014, dir. Bruno Vinelli, Charliane Rodrigues,
Hélder Nóbrega, Mércyo Costa];
– Âmago [Ficção, 2’37’’, 2014, dir. Patrícia Melo];
– Dilacerado [Experimental, 2’42’’, 2014, dir. André Morais];
– Lapso [Ficção, 3’, 2014, dir. Kelven Pereira];
– Quimera [Ficção, 3′, 2014, dir. Andressa Hellen].

COMISSÃO JULGADORA


Torquato Joel

> Bacharel e Comunicação Social, habilitação em jornalismo, pela UFPB . Estudou cinema no Atelier de Cinema Direto da UFPB e na Association Varan (Paris, França). Trabalhou em diversos filmes como roteirista, assistente de direção e como consultor de direção. Em 1998, realizou seu primeiro curta em 35mm: O VERME NA ALMA. Posteriormente, realizou outros curtas: PASSADOURO (1999), TRANSUBSTANCIAL (2003), GRAVIDADE (2006), AQUI (2007) e ESTES (2009). Somando a premiação, estes filmes obtiveram 47 prêmios com exibição em importantes festivais brasileiros, como Brasília, Gramado, Festival Internacional de Curtas de São Paulo, além da participação em festivais no exterior como Huesca, Rotterdam, etc.. Joel foi editor do fanzine A TELA DEMONÍACA. Atualmente é coordenador geral do Projeto ViAção Paraíba, de difusão de audiovisual no interior do estado, e vem coordenando laboratórios de roteiros para curta-metragem em vários estados. Seu mais recente curta, Transmutação, obteve a menção honrosa do Premio Itamaraty no Festival Internacional de Curtas de São Paulo.

Audaci Junior
> Repórter do caderno de cultura do Jornal da Paraíba, quadrinista, crítico, cineasta e revisor. Realizou mais de 10 produções, entre documentários e ficções, em funções que vão de diretor, produtor, editor e roteirista. Sua primeira ficção, "Jamais vou esquecer Quem Era Mesmo" (2004), recebeu os prêmios de Melhor Júri Popular e Cabeçote de Ouro da ABD-PB, no 10° Festival Nacional de Arte (Fenart). O documentário "O menino e a bagaceira" (2004), de Lúcio Vilar, onde fez o roteiro e a direção de fotografia, ganhou 13 prêmios pelos festivais do país, incluindo de Melhor Roteiro na primeira edição do Curta Canoa (Canoa Quebrada-CE). Em 2005 produziu e dirigiu "O gosto de ferrugem", ficção baseada na história em quadrinhos do português José Carlos Fernandes, onde foi exibido no Brasil em festivais como Gramado (RS) e em Portugal, no Troféu Central Comics (Porto).

Marcel Vieira
> Professor do curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPB, onde ministra disciplinas de Dramaturgia, Roteiro e Teoria do Cinema. É autor do livro "Adaptação intercultural: o caso de Shakespeare no cinema brasileiro" (EdUFBA, 2013), vencedor do prêmio de melhor tese de doutorado em 2012, pela Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (COMPÓS). Desenvolve o Projeto de Pesquisa intitulado "Estrutura Narrativa de Ficção Seriada", a partir do qual já apresentou diversos trabalhos e publicou vários artigos em periódicos científicos da área. É membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), onde também coordena o Seminário Temático "Televisão: Formas audiovisuais de ficção e documentário". É ainda escritor, tendo publicado poemas e contos no suplemento literário Correio das Artes (A União) e na Revista Continente (PE). Atualmente, está finalizando o seu primeiro romance.

Assessoria

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