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ELEIÇÃO NO PMDB

Zé confirma acordo de rodízio, mas saída de Santiago zerou jogo

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publicado em 04/11/2014 às 18h07

Após o Portal MaisPB levantar, nesta segunda-feira (03), as discussões sobre o processo sucessório do PMDB, lembrando que em dezembro de 2012 foi firmado uma acordo de rodízio para o vice-presidente assumir o comando do partido em 2014, o atual presidente estadual da legenda, o senador eleito José Maranhão, confirmou, nesta terça-feira (04), que o compromisso realmente foi firmado no pleito interno passado, mas explicou que o pacto de revezamento foi feito com Wilson Santiago, então do PMDB, e como o ex-senador migrou para o PTB o jogo foi zerado.

“Wilson Santiago deixou o partido, então zerou tudo”, afirmou.

Em 2012, quando o PMDB vivia momento de crise entre o grupo do atual presidente, José Maranhão, e do ex-senador Wilson Santiago, e ficou decido, inclusive com o referendo da Direção nacional, que o vice-presidente assumiria o comando do partido na próxima disputa. Na oportunidade, Maranhão ficou com a presidência, mas aceitou o acordo para Wilson Santiago, então primeiro presidente, assumir o comando do partido a partir de 18 de dezembro de 2014.

No entanto, além de dizer que o jogo foi zerado com a saída de Wilson Santiago do partido, Maranhão também revelou nesta terça-feira que a Executiva nacional do PMDB prorrogou para dezembro de 2015 o mandato dos diretórios regionais, portanto, ficará no cargo por mais um ano. Para Maranhão, seria uma “punição sem fundamento qualquer tentativa de afastá-lo do comando do partido no estado, já que, ele saiu vitorioso nas eleições deste ano.

Como Santiago deixou o PMDB em fevereiro de 2013 para comandar o PTB, o ex-governador Roberto Paulino (PMDB), que era o segundo vice, assumiu a vice-presidência e setores do PMDB entendia que ele seria içado ao cargo de presidente, com o acordo sendo mantido.

Nesta terça, Paulino também confirmou que em 2012 o acordo foi feito, a partir de tese defendida por Wilson Santiago e os deputados Manoel Júnior e Gervásio. “Esse foi um acordo defendido por Wilson Santiago, Manoel Júnior e Gervásio Maia. Ficou acordado que realmente existiria essa pretensão. No caso de João Pessoa, Gervásio assumiria agora para o rodízio. Mas o momento agora é outro, Maranhão estava passando por uma fase difícil, porque tinha saido de uma eleição municipal que não obteve êxito”, disse.

Cristiano Teixeira – MaisPB