João Pessoa, 21 de novembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O trunfo de Zé

Comentários:
publicado em 17/02/2012 às 11h22

Aos 52 anos de vida pública, como ele próprio gosta
e faz questão de enfatizar, o ex-governador da Paraíba José
Maranhão está prestes a encarar mais um desafio político:
disputar a prefeitura da maior cidade do Estado.

O largo espaço cronológico de trajetória e a ausência
de máculas ou envolvimento direto em escândalos de corrupção administrativa aparecem, no raciocínio do pré-candidato, como trunfo ao seu favor no acirrado pleito que se
desenha na Capital.

Quarto pré-candidato entrevistado na série do Correio Debate (Correio Sat), ontem, Maranhão passeou entre
o perfil inclinando ao propositivo e o anfitrião que convida
à arena da revanche os pessoenses insatisfeitos com o atual
Governo.

O ex-governador utilizará o acervo de obras e ações
concretizadas em João Pessoa nas suas três administrações
para tentar convencer o eleitorado de que, como governador, foi generoso e conseguiu ser um “bom prefeito da
Capital”.

Apesar de apostar na estadualização da campanha e
no desgaste acumulado no primeiro ano da gestão adversária, Maranhão promete civilidade e urbanidade no
pleito que se avizinha. Deve ter aprendido a lição de 2010,
quando a baixaria do caboclo girassol só fez mal mesmo ao
espírito dos seus mentores, despachados do Palácio.

Maranhão propõe
um governo que torne ou
devolva à Capital o aspecto
agradável e confortável de
se viver. Lembra que, quando governador, investiu
pesado em saúde.

Um novo fantasma rondando Cícero – Não pegou bem para o senador Cícero Lucena,
pré-candidato a prefeito da Capital, reaparecer no noticiário nacional com mote nada positivo. Segundo O
Globo, o tucano abriga em seu gabinete uma assessora
(Jaqueline Aguiar) moradora da Espanha e filha do
seu segundo suplente, o empresário guarabirense João
Rafael de Aguiar.

Emenda pior que o soneto – Esdrúxula a desculpa apresentada pela assessoria
do primeiro-secretário do Senado. Confirma o vínculo da
moça com o gabinete, diz que ela não teve faltas abonadas
pela Chefia e não recebe salário. Por fim, anuncia a demissão como ‘providência’.

Qualquer deslize pode ser fatal… – Ocupante de cargo revelante e, portanto, centro
das atenções da mídia, Cícero não tem direito de errar.
Qualquer deslize torna o senador alvo de linchamento da
imprensa nacional, que lambe uma rapadura pra pegar
um nordestino com a mão na botija.

Transmissão – O vice-governador Rômulo Gouveia assume hoje,
interinamente, o Governo.
Ele fica no cargo durante o
carnaval, período no qual o
governador Ricardo Coutinho descansará.

Baygon – A segunda posse de
Rômulo na gestão Ricardo
funciona como uma espécie
de repelente contra as ‘pragas’ de afastamento jogadas
na convivência dos dois nos
últimos dias.

Risco zero – A propósito do assun-
to, em contato com a Coluna, Rômulo Gouveia fez
questão de afastar qualquer
estremecimento na relação
com o governador. “Não
tem nem perigo”.

Caravana – Já no exercício do
cargo, o gordinho bota o
pé na estrada. Hoje, inicia
visitas a aliados do seu PSD
pelo Conde, onde prestigia
o prefeito Aluízio Régis e o
vice Dr. Quintino.

Folia – No sábado, Gouveia
vai ao Recife acompanhar o
presidente nacional do PSD,
Gilberto Kassab, no Galo da
Madrugada. Ambos convidados pelo governador
Eduardo Campos.

Mão estendida – Em que pese as diferenças com Ricardo,Maranhão admite construiruma relação pacífica como governador, caso eleja-seprefeito. “Haveremos denos entender um dia”.

Prudência – O empresário Roberto
Santiago só dará início às
obras prometidas ao Estado
e a edificação do Mangabeira Shopping quando o
TJ sentenciar o mérito da
permuta.

Perda – Ao Correio Debate
(Correio Sat), Santiago
lamentou o atraso de pelo
menos cinco meses nos
investimentos da ordem de
R$ 150 milhões na construção do novo shopping.

Efeito social – O dono do Manaíra
Shopping exortou reflexão
do ponto de vista de quem
está todo esse tempo à
espera de um emprego ou
oportunidade. “A dor dessas pessoas é incalculável”.

Sorte tem… – A sorte que faltou ao
diligente assessor Idácio
Souto, no fiasco da campanha de 2010, chegou por
outras vias em 2012. Em
viagem a São Paulo, o jornalista jogou na Mega…

…Quem acredita – …E só ontem se descobriu um dos ganhadores
da Quina. O valor não foi lá
essas coisas, mas pode servir de bom presságio num
ano em que os maranhistas
precisarão de boa sorte.

Pingo Quente

Será um ano complicado

(Do presidente da Famup, Buba Germano, sobre o corte no
orçamento anunciado por Dilma e como se prefeito
precisasse de motivo para habitual choradeira)

Leia Também