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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Os desafios ao Ministro Aguinaldo

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publicado em 17/02/2012 às 00h02
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Nos jornais A União e Correio da Paraíba escrevemos que a posse do paraibano Aguinaldo Ribeiro, como Ministro das Cidades, remetia-nos à canção/oração do padre Fábio de Melo, intitulada “Vida”. Nela é evocado um anjo para que, na(s) cidade(s), “abra suas asas sobre os homens e que estes tenham vontade de se darem aos outros”, para que se conquiste uma “vida viva”, qualidade de vida, “vida vida”!

Também registramos que essa lembrança surgira do fato de que, nas primeiras declarações à imprensa, questionado de como recebia a nomeação da Presidenta Dilma para integrar o 1º escalão do Governo, Aguinaldo respondeu: “Com agradecimento primeiramente a Deus, porque é Ele quem designa o caminho de todos os seus filhos”.

Muito foi dito sobre as boas qualidades, especialmente no aspecto de articulação política e no trato – bem educado – do paraibano, agora Ministro, aqui muito mais conhecido como Aguinaldinho. E aquelas suas palavras para a imprensa, dizendo, primeiro, de seu preito de gratidão a Deus por essa sua nomeação, chamam a atenção porquanto apontam o homem humanista que é, aspecto dos mais importantes para quem passa a ter a missão e o desafio de contribuir para elevar a qualidade de vida das cidades brasileiras, o que, em uma outra palavra, corresponde a “humanizá-las”.

Isto mesmo! O termo apropriado para significar mais qualidade de vida para a população das cidades brasileiras é exatamente “humanizá-las”. Não mais podemos confundir crescimento das cidades como desenvolvimento. E não se alcançará esse desenvolvimento se não houver efetivo planejamento… planejamento integrado.

No discurso da solenidade de posse do novo Ministro das Cidades, a Presidenta Dilma Rousseff destacou que estava delegando a Aguinaldo Ribeiro, com confiança e expectativa de muito êxito, a gestão de uma das mais importantes pastas do Governo, aquela que cuida das cidades com seus mais diversificados problemas como, principalmente, o de mobilidade urbana. Efetivamente o Ministério das Cidades é mesmo importante, bastando lembrar os nomes de suas Secretarias Nacionais de Programas Urbanos, de Saneamento Ambiental e de Transporte e Mobilidade Urbana, afora o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), a ele vinculados.

Porém, se as ações do Ministério das Cidades continuarem (mesmo – óbvio – em favor das cidades) nessa ligação direta com os Municípios, desconsiderando os Governos estaduais e seus órgãos de planejamento, não se conseguirá levar desenvolvimento. No máximo, crescimento. Mais certamente, inchação!
Lembramo-nos de que em um dos últimos anos do Governo Lula houve a convocação ou convite a todos os Prefeitos brasileiros para uma reunião em Brasília, com o Presidente da República. Mais de quatro mil compareceram. Para a reunião não foram convidados os Governadores. Mera demagogia dos técnicos do Governo, que mais pretenderam fazer “marketing” daquele “ato governamental” do que, de verdade, planejar, de forma integrada, as ações geradores de desenvolvimento para as cidades.

Com estas considerações, fica registrada nossa esperança de que o Ministro Aguinaldo Ribeiro, paraibano da gema, possa adotar a Paraíba como seu “projeto piloto” de planejamento integrado, planejamento de resultado, planejamento que gere desenvolvimento. Para tanto, que comece programando um Seminário com os Prefeitos da Paraíba – não necessariamente na Capital, mas, quem sabe, bem no centro do Estado, que é a cidade de Taperoá (uma espécie de Brasília em relação ao Brasil) – para que, juntamente com os órgãos de planejamento do Governo paraibano, tenha-se a resposta para a pergunta: “Qual a cidade que queremos”, ou, em outras palavras, “Como nossa população deseja que sejam nossas cidades?”.
 

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