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Operação policial do DF desarticula implantação de facção criminosa

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publicado em 07/11/2014 às 11h02

 A Polícia Civil do Distrito Federal realiza na manhã desta sexta-feira (7) uma operação para desarticular a implantação de uma organização criminosa que já atua em todo o país e tem o objetivo de dominar o tráfico de drogas. De acordo com a corporação, presidiários de São Paulo, Goiás e Ceará estariam auxiliando a implantação da atividade no Entorno.

Ao todo, a polícia identificou 27 integrantes da facção, dos quais 14 foram detidos: um estava em liberdade e os outros foram detidos em sete presídios de Goiás, São Paulo e Ceará. Quatro permaneciam foragidos até as 11h. Os demais suspeitos ainda serão investigados e podem ser presos nos próximos dias.

O delegado de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Fábio de Souza, afirma que os suspeitos serão transferidos de presídios. "A prisão preventiva é para o caso de um deles receber algum tipo de alvará em outro processo, para que ele não seja solto", diz. "A grande efetividade é a transferência para outros presídios federais e o bloqueio das contas para que eles não recebam mais rifas."

A polícia afirma os suspeitos que integram a facção criminosa se intitulam "irmãos", possuem matrícula nacional e são iniciados na organização através de um ritual de batismo. Os membros que estão em liberdade contribuem mensalmente com R$ 400, valor usado para financiar o tráfico de drogas. Eles também são obrigados a adquirir "rifas" por R$ 30 ao mês.

Os presos foram levados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) ao longo da manhã. Por volta de 8h, agentes levaram sacolas com documentos que comprovam o tráfico de drogas, registros da facção criminosa e celulares vindos de presídios para o prédio.

Delegado regional do Entorno sul de Goiás, que abarca as cidades de Cristalina, Luziânia, Cidade Ocidental, Valparaíso e Novo Gama, Rodrigo Mendes, afirma que o conteúdo vai servir como prova. "É para comprovar a correlação deles com a organização criminosa, são anotações, celulares. O objetivo é apreender objetos que os vinculem com o crime", declarou.

Para a operação, batizada de "Tabuleiro", a polícia empregou 120 agentes e 12 delegados. Segundo a corporação, o DF seria a 23ª unidade da federação a receber uma célula da facção criminosa. Os suspeitos vão responder pelos crimes de organização criminosa armada, cuja pena é de 8 a 20 anos de prisão.

G1

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