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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A (in) acessibilidade dos cadeirantes (I)

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19/03/2012 às 09h39
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O Rio de Janeiro foi o cenário da reportagem que o Jornal Nacional, da TV Globo, focou na sexta-feira 9 de março, sobre as dificuldades dos cadeirantes para deslocarem-se entre os diversos recantos da “Cidade Maravilhosa”, seja utilizando os ônibus, o metrô ou nos percursos pelas irregulares/esburacadas calçadas. Repetiu o que já fizera há dois anos, no programa Fantástico, daquela vez tendo como cenários a própria Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Goiânia e São Luiz.

Nessas reportagens, como costumeiro, foi apresentado um jornalismo que busca contribuir para a solução dos problemas que afligem os vários segmentos sociais (neste caso em relação aos cadeirantes). Na situação específica da sexta-feira 9 de março recente, a reportagem chegou até a mostrar as exaltadas discussões entre os outros passageiros e o cadeirante, este exigindo que o ônibus, por seu condutor, permanecesse parado até que o equipamento (elevador) fosse acionado e possibilitasse seu acesso àquele veículo. E, naquela instante, ou o equipamento apresentou realmente algum defeito ou seu operador não estava sabendo acioná-lo. Passaram-se oito minutos. Aqueles outros passageiros reclamavam que estavam atrasados para seus expedientes e o cadeirante respondia que também tinha seu trabalho e do mesmo modo estava atrasado.

Já nas reportagens de dois anos atrás, problemas semelhantes foram mostrados mesmo na cidade de Goiânia (GO), em que praticamente 90% da frota de ônibus acha-se equipada. Aliás, em relação a Goiânia, a reportagem apontava que ela se mostrara como a de pior serviço para com os cadeirantes, embora no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e São Luiz, esses serviços também fossem precários.

Por que, então, em uma cidade como Goiânia, com 90% dos ônibus equipados com elevadores, seus serviços apresentassem-se tão deficientes?!…

– Nosso entendimento é o de que o seja pela forma incorreta e/ou inadequada como o setor público brasileiro, por sua própria legislação, a partir da Constituição Federal, tem tratado essa questão, imaginando-a solucionável pela obrigatoriedade de que os ônibus estejam adaptados para os cadeirantes! Sobre esta forma (incorreta e/ou inadequada) reportaremo-nos nos próximos escritos.

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