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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Faca de dois gumes

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28/03/2012 às 11h08
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Não é só por ser nordestino e ainda por cima paraibano que o ministro Aguinaldo Ribeiro tem virado prato principal da voraz e faminta grande mídia nacional. Ao ascender a um dos postos mais cobiçados do Governo Dilma, o filho de Enivaldo atraiu para si ao mesmo tempo os louros do status e os agouros dos contrários.

Seria excesso de inocência imaginar que o bombardeio tem como mero móvel o arraigado preconceito sulista. As motivações passam longe dessa “diferença” geopolítica. Ribeiro comanda uma das mais poderosas e azeitadas máquinas do Planalto. Nas mãos dele, decisões que contrariam ou atendem super interesses de poderosas corporações, empresas e grupos políticos.

Afora esse ingrediente peculiar à função, Aguinaldo assumiu o ministério numa bola dividida. A queda do seu antecessor Mário Negromonte foi fruto das labaredas do fogo amigo e de uma ferrenha disputa interna de facções do PP. O grupo que perdeu a queda-de-braço não deve engolir a seco o fastio do prestígio.

E é no centro desse caldeirão efervescente que o ministro das Cidades está mergulhado, cozinhando em banho-maria cada vez que tem seu nome associado a denúncias. Tem conseguido pisar na ardente frigideira porque por enquanto só os fatos pretéritos lhe ameaçam queimaduras, mas se vacilar no presente pode tostar os pés.

Força-tarefa – De Brasília, deputado paraibano revela que é gigante a operação para queimar o ministro. E não disse em tom de satisfação, mas de constatação nos bastidores.

Artilharia -Na ágora do Planalto Central, é comum ouvir relatos sobre a existência de outros artefatos a serem atirados para atingir Aguinaldo. O ministro vai precisar de colete.

Crédito Vital – Pra estancar especulações, o senador Vital do Rego saiu da toca e em defesa do ministro. Em nota, o parlamentar peemedebista reiterou confiança na inocência de Aguinaldo Ribeiro em relação às suspeitas levantadas pelo Fantástico à conduta do ministro na sua passagem pela Secretaria de Ciência e Tecnologia de João Pessoa.

Oposição pega o gancho – Foi pesado o discurso do senador Mário Couto (PSDB-PA) contra Aguinaldo, a quem direcionou metralhadora das suspeitas de corrupção levantadas pela Globo. “Eu não acredito que ninguém saiba. O governo vira às costas. O governo finge que não ver”.

O caminho mais fácil – Bastou Governo, Sindifisco e deputados se permitirem à ferramenta do diálogo para as coisas avançarem. Depois da reunião de ontem envolvendo os principais personagens da contenda, todos os lados saíram falando em avanço e possibilidade de entendimento.

Andou – “Como a gente estava no zero, só o fato de ter uma conversa já houve avanço”, reconheceu o presidente do Sindifisco, Victor Hugo, em contato com a Coluna.

Cabo de guerra – O grande nó ainda é a tal Lei do Subsídio. O Sindicato quer manter o gatilho do questionável aumento periódico. O Governo não aceita os termos do ‘privilégio’.

Maracujina – O intrépido deputado Janduhy Carneiro (PPS), o calo do Governo na CCJ, também admitiu significativo avanço nas negociações entre Sindifisco, Assembléia e Governo.

Fúria – Ricardo Marcelo não gostou nadinha de saber que o acordo em torno da nova direção do PSDB está sendo costurado isoladamente por Cássio, Cícero Lucena e Ruy Carneiro.

Insurreição – Chateado com as notícias de que Ruy deve ser o ‘ungido’ para pacificar o partido, Marcelo repudiou as decisões isoladas e o pensamento grupista no ninho tucano.

Oligarquia – Chamada de “capenga” pela deputada Olenka Maranhão (PMDB), Estelizabel Bezerra (PSB) devolveu: “Ela só faz política de família. Ela não sabe o que é política pública”.

Massificando – Artistas e intelectuais se reúnem hoje, às 19h, na Pizzaria Capitão Farinha para apresentação de manifesto em favor da pré-candidatura do jornalista Nonato Bandeira (PPS).

Mar agitado – Os deputados Hugo Motta (PMDB) e Anísio Maia (PT), e o presidente do PRB, Jutahy Meneses, disputam a isca que fisgará o novo secretário federal da Pesca na Paraíba.

Redes lançadas – Hugo indicou Eliane Batista, Pastor Jutahy bota fé na nomeação do pescador Juscelino Miguel (PRB) e Anísio sustenta o anzol na tentativa de manter o atual Gonzaga Júnior.

Lupa – O julgamento das ‘complexas’ contas de campanha de José Maranhão mereceram terceiro adiamento. Sem perder o hábito, o juiz Márcio Aciolly pediu pra ver melhor.

PINGO QUENTE

Amanhã (hoje) fumaremos o cachimbo”.

(Do líder do governo, Hervázio Bezerra, sobre a nova rodada de negociações com o Sindifisco, quando se espera o trago da paz e não o pigarro da discórdia)

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