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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Amantes se dão… a mansidão!

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publicado em 06/05/2012 às 15h29
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Quando me pus ao computador para elaborar estes escritos, vi, na TV, uma chamada para o programa Fantástico, da Rede Globo, deste domingo, destacando uma reportagem sobre a violência de homens contra mulheres. E me lembrei do que recentemente ouvira em uma emissora de rádio local sobre uma mulher que fora agredida pelo marido, este se justificando que procedera daquela forma por amor… por amor (repita-se), dizendo que sentira ciúme diante de uma conduta da mãe de seus filhos.

Por amor?!… É assim o amor?!… Ah, que pobre e desfigurado amor!

E no título destes escritos incluí a palavra “amantes”. Não se pense que tenha, aqui, qualquer sentido pejorativo, mesmo porque até na situação de “namorados com ligação ilícita” há a presunção de que entre eles só possa haver amor. O significado, aqui, de “amantes”, é, pois, de pessoas que se amam, como devem amar-se esposo e esposa. E é difícil assimilar-se que duas pessoas tenham decidido casar-se sem entre elas existir amor.

É a Bíblia, no texto de São Paulo, que nos mostra: “O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado”. Só faltou São Paulo dizer que amor é, também, mansidão!

Aliás, deve ter sido por esta percepção que eu tenha, nas primeiras vezes que ouvi a canção “Os seus botões”, de Roberto Carlos, confundido a expressão “Amantes se dão” com “a mansidão”. E aí mais assimilei que amantes só podem dar, um ao outro, mansidão… jamais “bravezas”.

Retornando ao marido ciumento e de amor desfigurado, lembrei-me também de que em outubro do ano passado fora instalada, no Congresso Nacional, uma Comissão de Juristas encarregada de elaborar o projeto de lei para a reforma do Código Penal Brasileiro, tendo em vista que as normas vigentes advêm de 1940, estando, portanto, com 72 anos, cabendo, pois, atualização.

Nessa lembrança, e diante da probabilidade de novas formas de penas alternativas serem propostas, já imaginou, leitor(a), se para esse tipo de marido (esse de amor desfigurado, que bate na mulher), a sentença fosse a obrigação de ouvir, aprender e cantar (para aprender a praticar) condutas como aquelas evocadas em canções como “Café da Manhã” (Amanhã de manhã/ Vou pedir o café pra nós dois/ Te fazer um carinho e depois/ Te envolver em meus braços) ou “Os seus botões” (Nos lençóis macios/ Amantes se dão/ Travesseiros soltos/ Roupas pelo chão/ Braços que se abraçam/ Beijos que murmuram/ Palavras de amor/ Enquanto se procuram).

“Nesse mundo desamante”, para se o transformar, precisa que o amor seja dia a dia exaltado… e efetivamente praticado!
 

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