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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

O porquê da mudança na bilhetagem eletrônica

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publicado em 14/06/2012 às 15h05
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Desde a sexta-feira 8 de junho até a terça-feira 12, “dia dos namorados”, um assunto que não deixou de constar da pauta da imprensa pessoense foi o da mudança de tecnologia no sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo urbano desta Capital. Aliás, também compreendeu o transporte público da Grande João Pessoa, mas, sem dúvida, as repercussões mais recaem sobre o transporte público pessoense em razão de sua própria dimensão comparativamente com aquele.

A propósito, o questionamento que muito se fez foi quanto ao porquê dessa mudança tecnológica! E também houve ponderações sobre se não teria faltado um adequado planejamento para esse empreendimento e de igual modo se não caberia a mudança ter sido feita de forma gradual!

Tem de ser destacado, desde logo, que a mudança tecnológica no sistema de bilhetagem eletrônica é bem diferente do que sua própria instalação inicial. A instalação inicial, como se verificou em 2006, foi, sim – e pode ser – gradual. Ou seja, vão-se equipando os ônibus no dia a dia, por vários dias; os cartões eletrônicos utilizados no sistema só passam a ser adquiridos após a instalação dos equipamentos na plenitude dos ônibus; a aquisição desses cartões ocorre também gradualmente.

Na mudança, não! Quando acontece já se tem, como no caso de João Pessoa, cerca de 500 mil cartões expedidos. Por outro lado, a instalação dos equipamentos nos ônibus teve de ocorrer “do dia para a noite”, plenamente. Por isto, foi planejado o dia 8 de junho (uma sexta-feira imprensada) como o “Dia D” para a migração do sistema, vez que antecedendo àquela data teve-se o feriado de “Corpus Christi”, quando se pode o aproveitar para a instalação dos validadores nos ônibus que estavam recolhidos à garagem, enquanto que os demais passaram pelos mesmos serviços a partir das 20 horas e até às 4 horas da madrugada à medida que voltavam da jornada correspondente.

Também como elemento favorável para essa migração na sexta-feira imprensada, teve-se obviamente o sábado (dia 9) que não se caracteriza como um dia de grande exigência do transporte público, o que leva a se prever que as demandas relativas às eventuais falhas sejam em menor quantidade. A esse sábado seguia-se, claro, o domingo, pelo que a expectativa foi de que na segunda-feira dia 11 o sistema já se encontrasse praticamente normalizado.
Ao se instalar esse novo sistema de bilhetagem eletrônica, o que se vislumbra é que esse sistema ganhe ainda mais velocidade no atendimento à população, quer para a liberação da catraca dos ônibus, quer nas recargas dos cartões nos postos específicos.

Afora esses aspectos, o que ainda se vislumbra é que com essa nova tecnologia – e ela já está adequada para esse fim – a AETC-JP possa criar até o final do ano uns 80 novos postos de atendimento para as recargas dos cartões Passe Legal, postos estes que aproveitarão espaços como de bancas de revistas, supermercados etc, através de convênios ou contratos.

No que se refere às filas que naqueles dias formaram-se para a validação dos cartões, muitos dos usuários – talvez a maioria deles – integraram-nas sem necessidade, pois ainda não haviam apresentado seus cartões nos ônibus, onde, se os tivessem, teriam sido validados. E de igual modo evidencie-se que não houve, como uma notícia veiculou, qualquer fila “quilométrica”. “Quilométrica” seria se alcançasse uma distância de 1 km (1.000 metros). Da calçada entre a entrada da sede da AETC-JP até a esquina em que se encontra a Lojas Maia corresponde tão só a 60 metros. Quer dizer: 940 metros a menos que 1 km!