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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

RC, feriados e “imprensados”

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publicado em 19/11/2012 às 13h04

Quem, pelo título acima, imaginou que as iniciais RC sejam referências ao governador Ricardo Coutinho, acertou. Mas… não é agora que vamos a ele nos reportar relativamente a este tema de “feriados e dias imprensados”. Queremos inicialmente nos referir a outro importante cidadão que tem também essas iniciais RC: o ex-senador Roberto Cavalcanti, autor do projeto de lei (PLS 226/09) que propõe transferir para as segundas-feiras os feriados nacionais que caírem em dias úteis, excetuando, tão só, o Dia de Ano Novo (1 de janeiro), o Dia da Independência (7 de setembro) e o Dia de Natal (25 de dezembro).

Quando da apresentação desse projeto de lei o então senador Roberto Cavalcanti justificou-o demonstrando quanta desorganização, nas atividades produtivas, os feriados de meio de semana acarretam, especialmente no setor comercial! E mais prejudicam porque o setor público, por todas as suas esferas, não avalia ou nem quer saber quanto cada dia parado representa de prejuízo para a dinâmica econômica!… Mas, o setor público deveria ser o primeiro a ver que seus pontos facultativos muito prejudicam o setor econômico.

Vamos a um exemplo recente, bem ilustrativo das repercussões do feriado em dia útil, que não a segunda-feira:
– Quinta-feira, 15 de novembro, foi feriado nacional da Proclamação da República. Claro que hoje constitui-se em um daqueles feriados sem sentido, bastando lembrar que em nenhuma parte do Brasil, nem no Palácio do Planalto, houve qualquer solenidade alusiva à data. Foi, tão só, um dia para o ócio – e isto ninguém pode reclamar – ou um dia para “bebericar”. Porém, não queremos entrar no mérito se se trata de um feriado com ou em sentido. O que queremos destacar é que esse feriado da recente quinta-feira imprensou a sexta-feira e, pior, várias instituições públicas, inclusive o Ministério Público, decretaram-na como de ponto facultativo. A propósito, este jornal – Correio da Paraíba – publicou reportagem no sábado recente, dia 17, mostrando que “pessoense desaprova dia imprensado”, inclusive auscultando opiniões de taxistas, informais e até funcionários públicos.

Se já estivesse valendo a proposição do ex-senador Roberto Cavalcanti, como teria sido o feriado da Proclamação da República?
– A semana de 12 a 16 de novembro teria sido normal, inclusive e principalmente na cidade de Brasília (que praticamente não funcionou), e na segunda-feira, dia 19, que também é Dia da Bandeira, teríamos a comemoração (ou o ócio) alusivo(a) à data da Proclamação da República. Quer dizer: não deixaríamos de ter um feriadão, mas, com o envolvimento apenas da segunda-feira, e não da quinta, da sexta e do sábado, como ocorreu. Entretanto.
Voltaremos a tratar deste assunto.
 

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