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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

UFC: é mesmo esporte?

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publicado em 04/02/2013 às 10h42
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Uma das marcas hoje internacionalmente mais lembrada é, sem dúvida, a da UFC. Repito: UFC. O significado original dessa sigla, porém, é muito pouco citado: Ultimate Fighting Campionship, aportuguesado como Campeonato de Luta Final, embora mais interpretado como Campeonato de Vale-Tudo… ou de Luta Livre.
As emissoras de tv, principalmente, têm muito veiculado e transmitido as lutas realizadas e patrocinadas no âmbito do UFC, fazendo destaques para vários brasileiros que nelas vêm obtendo marcantes vitórias, sendo o Anderson Silva, na categoria de peso médio, o mais exaltado.

Até a madrugada do domingo, 3 de fevereiro, ainda não assistira uma luta inteira desse tal UFC. Limitava-me ao noticiário, que, em regra, só mostra os lances principais, sobretudo os finais com o respectivo resultado.

Mas, repito, na madrugada desse domingo, ainda convalescendo de uma cirurgia e, talvez por isso, com o sono “meio solto”, acompanhei meu genro Rafael Coelho que assistia as lutas do UFC através de um de canal de tv – de nome “Combate”, transmitidas “ao vivo”, tendo no ringue nada menos do que cinco brasileiros, dos quais um paraibano: Antonio Pezão.

Quatro dos brasileiros saíram-se vencedores, inclusive o paraibano (que de lá de Las Vegas fez questão de saudar seus familiares e conterrâneos da Paraíba), embora o mais comentado fosse o amazonense José Aldo, cuja luta com o americano desafiante do respectivo cinturão, Frankie Edgard, foi o embate final e principal do evento. Quer dizer: José Aldo continua campeão do UFC na categoria peso penas! E apesar de toda a violência das lutas, indignando-me de como ser permitido um “esporte” assim, claro que torci pelos brasileiros, contentando-me com suas vitórias!

Entretanto, gente, essas lutas são mesmo esporte?!…

Sempre entendera esporte como uma atividade que chega a ser até lúdica, individual ou coletiva, destinada, pois, ao divertimento ou à confraternização. E assim pensando, já fazia restrições ao boxe, por exemplo. No entanto, essas lutas do UFC, lutas livres, lutas vale-tudo, em que a intenção de cada competidor é massacrar, com golpes tão violentos que o outro sangra e sangra muito, tendo como ápice o nocaute, o quase desmaiar do adversário (como o paraibano Antonio Pezão impôs ao holandês Alistair Overeem)… Gente, isso é mesmo esporte?!…

Aqui, no âmbito do Brasil, mais entendo como uma afronta ao Código Penal, que, em seu artigo 129, diz que “ofender a integridade física ou a saúde de outrem” implica, mesmo em nível mais leve, em pena de detenção de 3 meses a 1 ano. E a gente fica aplaudindo aqueles lutadores massacrando-se entre si, como se fosse uma simples briga de galo!
 

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