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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

PI para transporte e trânsito

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publicado em 05/03/2013 às 16h20

Na questão da acessibilidade, tão discutida e comentada sobretudo nos espaços jornalísticos, o segmento “transporte público de passageiros” é o que ganha maior interesse de todas as mídias, bem mais que o segmento “trânsito”. E, por esse interesse, várias são as reportagens que evidenciam qualquer falha do transporte público sem investigar que a maioria dessas falhas são decorrentes de um trânsito cheio de congestionamentos nos quais os ônibus neles também se encontram e, por isso, igualmente aos automóveis particulares, atrasam suas viagens.

Nem precisa destacarmos que para os ônibus, veículos de massa, ainda não há vias exclusivas para dar prioridade aos deslocamentos da absoluta maioria da população que deles se vale para seus deslocamentos! Os ônibus ficam “presos” no trânsito como os demais veículos que estejam, por exemplo, semi-parados em uma avenida como a Epitácio Pessoa, a Tancredo Neves, a José Américo de Almeida, etc, especialmente nos horários ditos de pico!

Para caracterizar essa maior evidência relativamente aos segmentos do transporte e do trânsito, só neste final e início de semanas, e só na mídia impressa, especificamente, três foram as reportagens a respeito.

No sábado, dia 2 de março, o jornal Correio da Paraíba mostrou que “população pede serviços e estrutura”, referindo-se aos moradores de Gramame e Praia do Sol. E mencionou que o Sr. Mailton Silva reclama que existem poucos ônibus entre o Valentina e Barra de Gramame, onde reside, embora já apresentando informação do diretor de planejamento da SEMOB de que a demanda de passageiros, naquela área, é muito pequena.

No domingo foi o Jornal da Paraíba que chamou a atenção de que “por ficarem longe do Centro, moradores reclamam de dificuldades com postos de saúde… e com ônibus”, e fez inserir a reclamação – e somos nós que afirmamos não ser pertinente – de uma dona de casa alegando que em Paratibe “o intervalo entre um ônibus e outro chega a ser de 2h”. Ora! Se na própria reportagem consta informação do diretor da divisão de ônibus da SEMOB de que “três linhas fazem o percurso do bairro, com um total de 10 veículos circulando”, não há como ser pertinente a reclamação!

A terceira reportagem está na revista A Semana, a de nº 693, com o título “Cidade à beira do caos”. Nesta não há crítica ao transporte de passageiros porque dela constam importantes dados sobre o trânsito e particularmente às causas de seus congestionamentos, que também prejudica o transporte público por ônibus. Mostra que o crescimento da frota total de veículos, de 2002 a 2012, na cidade de João Pessoa, foi o dobro (140%) do ocorrido na média nacional (77%).

Para concluir, cumpre-nos destacar que a sigla PI, constantes no título destes inscritos, corresponde a Planejamento Integrado, assunto necessário nestas reflexões sobre transporte e trânsito e que, por falta de espaço, trataremos proximamente.

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