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Cruzeiro vence Goiás em casa e conquista o tetracampeonato

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publicado em 24/11/2014 às 05h42

 A rotina de conquistas do Cruzeiro continua. Neste domingo, diante de um Mineirão lotado, a equipe do técnico Marcelo Oliveira confirmou seu favoritismo e garantiu seu segundo título brasileiro consecutivo. A conquista foi assegurada com uma vitória sobre o Goiás, 2 a 1.

Os autores dos gols da vitória foram justamente os dois grandes responsáveis pela campanha vitoriosa: Ricardo Goulart, no primeiro tempo, e Everton Ribeiro, no segundo, marcaram e pavimentaram o caminho rumo ao título. Samuel fez para os goianos.

A forte chuva que atingiu a capital mineira neste domingo deixou o campo do Mineirão em péssimas condições, o que atrapalhou o desempenho de um time que ficou conhecido pela qualidade de sua troca de passes e pela habilidade de seus armadores e atacantes.

Ainda assim, outra marca da equipe, o ótimo aproveitamento na bola aérea – os dois gols da vitória foram de cabeça – propiciaram a comemoração da inflamada torcida azul. O São Paulo, vice-líder, venceu seu jogo (contra o Santos, em Cuiabá) e chegou a 69 pontos, mas o Cruzeiro, que só dependia de seu resultado para garantir matematicamente o título, foi a 76 e encerrou a fatura.

A festa dos campeões, iniciada nas arquibancadas antes mesmo do apito final, deve se estender apenas pela noite deste domingo – pelo menos para os jogadores.

A partir de segunda, a equipe deverá se concentrar em seu último grande objetivo na temporada: a final da Copa do Brasil, na noite de quarta, num Mineirão lotado, contra o principal adversário histórico do Cruzeiro, o Atlético-MG (que chega à final com uma vantagem importante depois de vencer por 2 a 0 na primeira partida).

Se virar o placar e levantar a segunda taça na semana, o Cruzeiro conseguirá pela segunda vez em sua história a tríplice coroa na temporada, repetindo 2003 – no primeiro semestre, o time já foi campeão mineiro.

Os mineiros têm mais dois compromissos pelo Brasileirão deste ano, só para cumprir tabela (contra a Chapecoense, fora de casa, e o Fluminense, em Belo Horizonte, numa partida que tem tudo para ser a comemoração final do título e o encerramento de mais uma temporada marcante).

Com a conquista deste domingo, o Cruzeiro acumula uma série de marcas significativas. O clube mineiro é bicampeão brasileiro consecutivo pela primeira vez em sua história. Também passou a ser tetracampeão nacional (contando seu troféu da Taça Brasil de 1966) e igualou o São Paulo em número de títulos conquistados na era dos pontos corridos (2003, 2013 e 2014).

Somado ao título do arquirrival Atlético em 1971, o Cruzeiro levou Minas Gerais a igualar o Rio Grande do Sul em número de conquistas nacionais, com cinco.

Desde o início da configuração atual da competição, sob o nome Campeonato Brasileiro (em 1971), apenas outros cinco clubes já haviam conquistado dois títulos consecutivos (Palmeiras, Internacional, Flamengo, Corinthians e São Paulo).

O elenco cruzeirense também passa a ter um dos maiores vencedores da história do Brasileiro: o atacante Dagoberto é campeão pela quinta vez na carreira.

Plantel de primeira – No campeonato de 2014, no entanto, até um jogador de bom nível como Dagoberto sofreu para conseguir espaço no elenco competitivo e qualificado do time mineiro.

Tanto ele como outro artilheiro que tem muita história no Brasileirão, Borges, não conseguiram emplacar uma série de jogos entre os titulares em função da concorrência acirrada por uma vaga na equipe. O Cruzeiro manteve o elenco fortíssimo e ainda trouxe Marcelo Moreno, um antigo ídolo, para dar ao técnico Marcelo Oliveira ainda mais opções.

Ele e Willian foram os atacantes mais aproveitados nos melhores momentos do time no Brasileirão. Os meias Everton Ribeiro e Ricardo Goulart foram novamente os maestros da equipe, com Júlio Baptista, Alisson e Marquinhos aparecendo como opções quando a dupla desfalcou o time (em reconhecimento à boa fase do time, os dois articuladores de jogadas do Cruzeiro foram chamados para a seleção de Dunga).

Marcelo Oliveira, que conquistou neste domingo seu terceiro título pelo Cruzeiro, também contou com a liderança e experiência do goleiro Fábio; com a força defensiva dos bons zagueiros Dedé, Léo, Bruno Rodrigo e Manoel; com a eficiência e dinamismo dos laterais Mayke e Egídio e com versatilidade e qualidade de passe dos volantes Henrique, Nilton e Lucas Silva – esse último, já na mira do Real Madrid.

Manter seus grandes nomes para a temporada de 2015 (quando o Cruzeiro tentará um voo ainda mais alto, mirando o sonhado tricampeonato da Libertadores, competição para qual já estava classificado por antecipação) deverá ser o grande desafio da diretoria nos meses de dezembro e janeiro.

Com um plantel tão forte, é possível que o time se limite a fazer poucas contratações, procurando reforços pontuais para aumentar o seu poder de fogo (além de contratar de vez Moreno, emprestado pelo Grêmio).

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