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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Tarifas, hoje: R$ 2,20 e R$ 1,10.

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publicado em 01/07/2013 às 16h04

Faz tempo que as entidades representativas das empresas de transporte coletivo urbano no Brasil vêm reivindicando a desoneração dos impostos para que os preços das respectivas tarifas sejam mesmo módicos.

Essa reivindicação faz mesmo tempo e vem reforçada pela Frente Nacional dos Prefeitos e também a Frente Parlamentar de Defesa do Transporte Público, mas, até agora, só por elas, não tinha alcançado a repercussão adequada, até porque parecia “coisa de empresário que só visa lucro”. E não é assim! Porém, face estas recentes mobilizações populares, já houve alguma desoneração… e com isso as tarifas foram reduzidas.

Aqui em João Pessoa, por exemplo, as tarifas, agora, são as mesmas de janeiro do ano passado: R$ 2,20 e R$ 1,10. E fazemos questão de citar esses dois valores porque, nesse posicionamento em defesa da redução das tarifas, até mesmo os estudantes levantam cartazes só lembrando a tarifa inteira, como que não houvesse a tarifa da meia-passagem, a que tem desconto de 50%… e que, como o governo não a subsidia, onera a passagem dos que a pagam inteira.

Esse setor de transporte coletivo, na parte empresarial que o opera, é complexo. O olhar para esse setor, especialmente por parte de quem o quer – como todos queremos – atendendo com a melhor qualidade possível e o com o menor dos menores preços, geralmente é de crítica, crítica severa, ao setor empresarial.

Quando uma empresa desse ramo não faz renovação de frota, critica-se-a porque “só coloca a serviço da população carros velhos”. Quando faz a renovação da frota, especialmente colocando a serviço de seus usuários veículos novos, recebe o desdém tipo “Ta vendo como esses empresários tão cheios de dinheiro?!”.

Pior: a infra-estrutura que dá o suporte aos veículos para a realização de suas viagens, aliás, a sua inexistência que acarreta sobretudo retardamento nos tempos das viagens, isso igualmente são de forma indevida lançado contra as empresas. Quer dizer: maior reclamação dos passageiros é a de demora nas viagens. E isto ocorre por falta de vias exclusivas ou preferenciais para os ônibus.

Temos dito que a melhor referência de transporte coletivo urbano do Brasil é Curitiba. E assim o é porque desde 1976 o respectivo governo vem priorizando o transporte público, tendo, já naquele ano, inaugurado a primeira via exclusiva para os respectivos ônibus. E a ampliação desses corredores exclusivos vem acontecendo desde então, independentemente do Prefeito e do Governador que estejam no poder. Mas, mesmo assim, também lá em Curitiba o Movimento Passe Livre tem ido às ruas “por melhor qualidade do transporte” e “por tarifa zero”. Havendo essa tarifa zero, quem pagará seu custo? Espera-se que seja o Governo !
 

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