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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Consumidores de tributos

Comentários:
04/07/2013 às 16h17
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O leitor Gilvando Luiz Vasconcelos (newbooth@hotmail.com), instigado pela Coluna de ontem em que tratamos da má prestação de serviços públicos no Brasil, na verdade o maior estopim para a eclosão de protestos e movimentos nas ruas do País afora, manda adendo tratando da alta carga tributária que pagamos sem qualquer reciprocidade do governo na hora do retorno ao contribuinte.

“Veja bem, sou um dos indignados com estas fanfarras dos governos no Brasil e aí segue minhas indagações: A nível nacional chegamos a quase 40% do PIB e disto faz parte os governos dos estados e dos municípios. Veja sua conta de energia, lá está 27% de ICMS, será que isto é extorsão? somando + PIS + Confins + iluminação pública deve dar um total de 37%. É mole ou quer mais”, ironiza.

E o assalto legalizado ao cidadão vai da União ao município. Ele cita o exemplo dos valores exorbitantes cobrados no Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis: “A nível de prefeitura, o ITBI é um verdadeiro vendaval para qualquer casinha ou quiosque. Não entendemos porque um simples pedaço de papel custa tanto dinheiro”.

“Os governos não agüentando a pressão do povo nas ruas, num passe de mágica voltaram atrás tornando o que era impossível possível, o que não podia de maneira nenhuma agora pode,” diz, se referindo as tentativas emergenciais e atabalhoadas de anestesia e contenção das vozes das ruas.

Gilvando finaliza alertando que ainda não temos motivos pra baixar a guarda e nos darmos por satisfeitos: “Existe muita gordura para cair e caber no bolso do povo. Não só a tarifa de ônibus, mas educação, saúde, segurança que não temos, talvez até pelas leis que são muito brandas. E este é o motivo maior da população totalmente esmagada clamar todas estas reivindicações”. Disso nem Dilma duvida, Gilvando.

Furo –
Pelos cálculos do presidente da Famup, Buba Germano, baseado em levantamento da CNM, a desoneração do IPI (venda de veículos) deixou um rastro de R$ 27milhões em prejuízos aos cofres das prefeituras paraibanas.

Asfixia –
A desoneração do IPI tem reflexos diretos nos repasses dos FPE e FPM. “Tudo isso vai mexendo na estrutura das prefeituras. A capacidade de investimento se reduz e obras são comprometidas”, lamentou Buba Germano.

Uma crise e dois conselhos aos prefeitos –
Do conselheiro Umberto Porto, do TCE, aos gestores: “Os cuidados devem ser mantidos e evitar despesas com adicionais e horas extras”. Do economista Rafael Bernardino: “Os prefeitos devem tomar consciência de que os municípios precisam ter sua própria competência industrial e produtiva para não ficar tão dependentes do Governo Federal”.

Humanização –
Na assinatura do termo do Programa SOS emergências ontem, o governador Ricardo Coutinho revelou a intenção de construir uma ala para acolher familiares de pacientes internos no Hospital de Trauma da Capital.

Vené cutuca –
Mais cedo, numa entrevista em Cuité, Veneziano Vital do Rêgo, virtual candidato ao governo pelo PMDB, disse que a saúde no Governo RC anda “capenga” por falta de adequado funcionamento dos hospitais regionais.

Ricardo espora –
Questionado por jornalistas sobre as críticas do peemedebista à gestão de saúde na Paraíba, o governador socialista devolveu: “No momento adequado nós vamos mostrar quem mente muito e quem fala a verdade”.

Repactuação –
Ricardo voltou a defender, ontem, a necessidade da costura de um novo pacto federativo entre os entes do País. “É preciso, por uma questão de justiça, que seja refeito. Tenho feito esse apelo seguidas vezes”, reforçou.

Nas coxas, não! –
Adepto da tese de que se vive uma crise de representatividade, Coutinho, porém, é contra ‘afogadilhos’: “É importante que essa discussão não seja feita a toque de caixa. Reforma política não pode ser feita em um mês”.

Segurando  –
O secretário municipal de Segurança, Geraldo Amorim (PDT), aliviou a barra da PM quanto ao efetivo destinado a última e turbulenta noite de São João, no Ponto de Cem Réis. “A Polícia foi muito solícita”, amorteceu.

Condicionante –
“Não somos contra a vinda de médicos estrangeiros, mas através de um processo de avaliação para que a população tenha assistência de qualidade”. Do presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcísio Campos.

Estratégia –
Para trabalhar o conceito de saúde e qualidade de vida, a Unimed-JP está montando para os seus clientes um grande espaço no bairro dos Estados com área de lazer, orientações nutricionais, hidroterapia, ginástica e aulas de dança.

Maré –
No litoral sul, prefeitos vão surfando na mesma onda’. No Conde, Tatiana Correia (PT do B) fermentou a folha com contratados. Em Alhandra, Marcelo Rodrigues (PMDB) nomeou mulher, genro, cunhadas e genéricos…

Substituto –
Em Guarabira, o vice Zé do Empenho (PRB) assumiu no lugar do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB), de licença médica. Nos dias que responderá pela Prefeitura, aliados dizem que Zé se empenhará pra deixar sua marca.

PINGO QUENTE – “Não adianta rotulações e chapismo”. Do promotor João Geraldo em crítica aos concorrentes Ádrio Leite, Bertrand Asfora e João Arlindo, apoiados pelo procurador-geral, Oswaldo Filho.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba, edição do dia 03/07/2013 (quarta)

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