João Pessoa, 24 de abril de 2017 | --ºC / --ºC 02:39 - 2.4 | 08:43 - 0.3 | 14:56 - 2.5 | 21:02 - 0.1 $ Dólar 3,12 - € Euro 3,39

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Em casa

Comentários:
06/08/2013 às 16h46
A- A+

Aniversário de 428 anos de João Pessoa. Sessenta anos do Correio da Paraíba. Duas histórias que se confundem nas mentes e corações pessoenses. De um lado, uma quatrocentona que fez história. Do outro, um veículo de comunicação que há seis décadas testemunha e registra os fatos de uma cidade, cujo diferencial, além da beleza, está no calor humano e na acolhida a todos que por aqui chegam.

Sertanejo pobre, portanto, latino-americano e sem dinheiro no banco, por aqui atraquei em 2002 com minha sacola vazia de pertences, mas cheia, transbordando de sonhos. Entre tantos, me ‘formar’ jornalista e cavar um lugar no conglomerado de comunicação mais representativo e popular do Estado.

João Pessoa é essa terra cosmopolita, mosaico de feições dos mais variados lugares, abrigo de viajantes, interioranos e, berço, de tantos quantos se permitam à adoção. Foi essa cidade que me acolheu de braços abertos, desde o dia que desci na rodoviária numa fria madrugada, senti seu cheiro e me embriaguei na sua atmosfera verde.

Antiga Frederica, a Capital de Nossa Senhora das Neves me deu o diploma tão suado por mim e sonhado por dona Marizete. O Sistema Correio, resultado do crescimento vertiginoso do Correio da Paraíba, me ofertou a primeira oportunidade profissional. Tão acolhedora quanto a cidade que lhe brotou, essa empresa abriu horizontes, deu sustento, presenteou realizações e me escancarou as portas da projeção.

Tal qual as datas que se entrelaçam neste 5 de agosto, João Pessoa e o Correio da Paraíba são uma simbiose de sentimentos que carrego no peito. Para um filho devotado de Marizópolis, a Capital das Acácias, com seu colorido, é uma florida segunda casa. Para esse jornalista que mereceu a confiança da labuta no rádio, jornal e televisão numa empresa que acolhe, valoriza e aposta nos novos talentos, está aqui não é trabalhar… É se sentir em casa.

Resistência – Praticamente sozinho na bancada de oposição na Câmara de Campina Grande, o vereador Olímpio Oliveira (PMDB) não se entrega e mantém a pisada contra a gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB).

Calo – Para Olímpio, no governo tucano vários serviços pioraram, mas nenhum consegue ser mais deficiente que o da saúde. O colega Napoleão Maracajá (PC do B) concorda e lembra o movimento de greve no setor.

Frutos das sementes plantadas- O trabalho do ex-senador Roberto Cavalcanti continua rendendo. A CCJ marcou para quarta-feira votação do projeto dele que pretende modificar o Código de Processo Penal para assegurar prioridade no julgamento de crimes de homicídio praticados contra jornalistas no exercício da profissão. Relator da matéria, o senador Vital do Rêgo (PMDB) já disse “sim” à matéria.

Em campo – Depois de receber de presente à presidência do PTC pela articulação de Vital do Rêgo, o ex-deputado Neto Franca começou a mostrar serviço. Em nota, ele saiu em defesa do ex-prefeito Veneziano Vital (PMDB).

Fisgada –
Franca vê desespero do PSB que estaria, segundo ele, usando a suspensão dos direitos políticos de Veneziano para abafar o caso Jampa Digital. “O Jampa não é coisa de política. É caso de polícia… Polícia Federal”.

Barulho… – Líder da oposição, Anísio Maia (PT) fez piada com a “ausência da pirotecnia” do governo no aniversário de João Pessoa: “Todos lembram como foi ano passado, quando a candidata do governo precisava de votos…”.

…Silêncio – Maia lembrou: em 2012 o governador Ricardo Coutinho anunciou pacote de obras. “Teve até comercial e música na TV. Nada saiu do papel. Agora, o governo se fez de morto. A não ser que deixou pra 2014”, ironizou.

Última chanche – Mesmo sem cargo no governo, o presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, se vira como pode para atrair apoios à sua segunda tentativa de ganhar uma vaga na Câmara Federal. Sabe que é agora ou nunca mais.

Dor de cabeça – Praticamente todos os secretários da Prefeitura de João Pessoa estão com o juízo quente pelo atraso nas licitações. As modificações na composição da Comissão e adoção de novos critérios colaboram com a demora.

Requisitos – Renomado consultor em economia, o paraibano Maílson da Nóbrega tem simpatia pela pré-candidatura de Eduardo Campos à presidência. Vê no pernambucano um perfil com potencial para atrair eleitores e empresários.

Guru – Famoso em Campina Grande pelas pesquisas que encomenda e embasam estratégias de políticos, o oftalmologista Saulo Freire jura de mãos postas que ainda não mandou sondar a avaliação do governo Ricardo na cidade.

Licitada – A respeitada e requisitada agência Mix ganhou conta da comunicação da Prefeitura de Sousa. O prefeito André Gadelha (PMDB) pretende usar a verba para promover as potencialidades turísticas e festivas do município.

Civilidade –
Além de respeitosa recepção ao governador, apesar de adversária, a prefeita de Patos, Chica Motta (PMDB), garantiu que a Prefeitura disponibilizará a doação de terreno para construção do Projeto Cidade Madura, do Estado.

PINGO QUENTE – “Patos não via uma casa construída há muito tempo”. Do governador Ricardo Coutinho (PSB) criticando o “desleixo” de seus antecessores com a política habitacional direcionada ao município do Sertão.

*Reprodução do Correio da Paraíba, edição do dia 05/08/2013 (segunda)

Leia Também

Caminhos do Frio

Rubens Nóbrega lança livro de contos em Bananeiras

Aniversário de 428 anos de João Pessoa. Sessenta anos do Correio da Paraíba. Duas histórias que se confundem nas mentes e corações pessoenses. De um lado, uma quatrocentona que fez […]