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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Fabiano: o que conheço

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publicado em 13/08/2013 às 16h30
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Irrequieto, polêmico, ácido, desassombrado e parcial. Esses traços marcam a personalidade singular de um dos profissionais mais comentados no mercado da comunicação paraibana dos últimos tempos. Contestado por uns, temido por outros e venerado pela maioria. Pra espinafrar ou pra elogiar, sempre tem alguém por aí falando de Fabiano Gomes, o menino atrevido de Cajazeiras que estourou no rádio e na TV.

Também já estive na corrente dos que o olhavam meio atravessado. Por desinformação, preconceito ou mesmo o velho pecado do julgamento pelas aparências, pelo o ouvi dizer. Um dia a vida nos pregou uma peça e nos juntou na profissão. Viramos dupla de rádio, na vitrine do programa político mais importante da Paraíba.

Para minha surpresa, a convivência diária me apresentou a versão humana que se esconde atrás da figura controversa, dos desabafos cáusticos, das posições radicais e do estilo assumidamente passional. Eis que me aparece o Fabiano emotivo, que chora a dor alheia, o solidário, que dá a roupa do corpo, o temente a Deus, que se sustenta na fé pra remover as pedras no caminho. Que dá oportunidade, que aposta nas pessoas.

O Fabiano que você não conhece é aquele que depois de uma acalorada discussão profissional, no meio de uma tarde agitada surpreende com uma ligação desconcertante: “Eu te amo, pai veio”. Desliga, e nada mais diz. E nem precisa. É o jeito dele, todo só dele, de ser, amar os que lhe rodeiam e perdoar os que lhe apedrejam.

O Fabiano que conheço é o que mesmo desfrutando do prestígio entre as maiores autoridades e empresários da Paraíba tem em Jardênio, dos sonhos divididos no banco da praça de Cajazeiras, o melhor amigo. O que sofre calado por não viver tão perto do primeiro filho, que viu na vinda do segundo nova chance de ser o que não teve na infância sofrida. Que divide os frutos do sucesso no cuidado especial com cada um da família. O fenômeno da mídia todos conhecem, mas é desse cabra valente, de alma e coração grandes, conhecido por poucos, que eu sou fã. E como sou.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba, edição 12/08/2013 (segunda)
 

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