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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

País. estados e cidades sem planejamento

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publicado em 19/08/2013 às 11h52
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Já me reportei ao evento promovido recentemente pelo Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva, constituído de três painéis tendo “Olho no Futuro” como tema central, para tanto, em uma retrospectiva e também perspectiva de 25 anos, “revendo o passado, compreendendo o presente e projetando o futuro das cidades”.

 Claro que não cabe ao Sinaenco “projetar o futuro” com a elaboração dos projetos que propiciem e/ou preservem uma satisfatória qualidade de vida a cada uma das cidades alvo dessas reflexões. O que o Sinaenco pretende, mesmo, é chamar a atenção de que, não forem adotadas as medidas cabíveis através de um eficiente e  integrado planejamento (um planejamento com um olhar também de longo prazo e no qual estejam envolvidas as três esferas governamentais), o futuro de cada uma de nossas cidades é de degradação e, óbvio, má qualidade de vida para a população!

 Os governos não têm dado ao planejamento a importância que cabe a essa ferramenta indispensável ao desenvolvimento (desenvolvimento, repito, e não só crescimento). Assim afirmo porque não se vê, por exemplo, da parte do governo federal a definição de como (só) apoiar os municípios se as respectivas ações estiverem dentro de seu próprio plano diretor. O que se tem visto é o governo federal chamar os municípios para apresentar projetos isolados tipo “minha casa, minha vida” e reunir quatro a cinco mil prefeitos como se em reuniões assim saia algum planejamento!

 Já disse, em escritos anteriores, que o secretário da SEPLAN/JP, Rômulo Polari, em face de uma pergunta que lhe foi feita se com a construção das 25 mil casas do atual déficit habitacional pessoense o problema estará solucionado, ele – Rômulo Polari – praticamente afirmou: “É como um enxugar gelo!”. E aí ficou bem claro que pouco eficaz é um planejamento de qualquer cidade se o for de forma isolada. 

Planejar João Pessoa para os próximos 25 ou 50 anos será pouco ou nada eficaz se nesse planejamento não estiver engajada toda a Grande João Pessoa e o próprio estado, estado como governo e como espaço físico, isto porque também seria desastroso projetar-se e conseguir-se transformar esta Região Metropolitana em um paraíso deixando o resto do estado só de olho a mudar-se para esse mesmo paraíso, transformando-o em uma área de um milhão, um milhão e meio ou dois milhões de habitantes sem estrutura nem infra-estrutura para tal.

O senador Cássio acaba de incluir no orçamento da União tantos milhões de reais para a ponte Lucena/Cabedelo: mostra que o senador sempre teve as melhores intenções em favor de nosso desenvolvimento. Mas, está no plano de ação do Estado? Vai propiciar mais qualidade de vida às populações? Penso que sim. “Acho”. Porém, precisa envolver técnicos especializados em desenvolvimento para confirmarem o acerto dessa obra.
 

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