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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Por que?

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02/09/2013 às 10h38
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Até os azulejos do Palácio da Redenção não desprezam a possibilidade do senador Cássio Cunha Lima disputar o Governo da Paraíba em 2014. A tese está na praça, na mesa do clã campinense, no café da manhã dos cassistas, no almoço dos aliados e no jantar dos adversários.

Devagar com o andor que o santo é de barro, alertam os mais velhos quando recomendam cautela aos jovens. Candidato, Cássio é sim capaz de desequilibrar, alterar os pólos da eleição vindoura, repaginar o cenário, as perspectivas de alianças e a expectativa de poder. Disso nem as xícaras da Granja Santana duvidam, mas…

…Uma candidatura ao Executivo exige muito mais que a vontade de um grupo político e índices de pesquisa do momento, especialmente, quando para ser efetivada essa postulação passa pelo rompimento de uma aliança com um governo do qual se participa, compartilha, comunga e com ele divide espaços de poder.

Antes de qualquer decisão por afastamento, Cássio e entusiasmados cassistas precisam ter no bolso a resposta para uma pergunta que lá na frente será objeto de reflexão dos eleitores: o que motivaria essa candidatura e racha, se o aliado faz uma gestão com saldo de obras, ações e, até então, desfruta de razoável crédito e respeito na postura ética?

Qual discurso Cássio terá para romper com um governo que ele patrocinou na eleição e até hoje dá sustentação? O “porquê” é um desafio que a euforia de alguns não tem atentado para algo a ser indagado por muitos. E na hora da explicação não valeria só dizer que Ricardo é carrancudo e duro na relação com funcionalismo e classe política.

Se não for talhado num convincente argumento de interesse público e coletivo, uma ruptura pode soar apenas como oportunismo político e a eventual candidatura ser vazia de propósitos. Sendo assim, o feitiço pode virar contra o feiticeiro numa Paraíba que sempre protagoniza eleições renhidas e embates imprevisíveis. Disso até as formigas da Granja Araticum também sabem.


*Artigo reproduzido da Coluna do Jornal Correio da Paraíba,edição do dia 01/09/2013 (domingo).

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