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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Com cartão?! Com dinheiro?! Ou com os dois?!

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publicado em 06/09/2013 às 10h58

Nesta semana, semana de dias úteis (especialmente da segunda-feira 2 de setembro à quinta-feira subseqüente), uma faixa exposta no Terminal de Integração do Varadouro (TIV), faixa esta de iniciativa da AETC, não teve sua mensagem bem compreendida pelos que a leram, porque, como disseram alguns, dava margem a “duplo sentido”. Essa faixa expressava que “A partir de 05/09/2013 acesso à Integração somente com cartões – Faça o seu aqui”, completada com a marca do Passe Legal.
Diante da contrariedade manifestada por alguns usuários do transporte coletivo de João Pessoa que se utilizam daquele Terminal e que não querem usar o cartão eletrônico nos ônibus face razões que lhes são próprias, e por isto preferem a utilização do dinheiro em espécie para pagarem suas passagens, logo logo alguns veículos da imprensa pessoense buscaram informações a respeito do assunto. E houve até reportagem destacando que a SEMOB informara não haver legalidade para aquela iniciativa da AETC, razão pela qual expediria nota oficial a respeito do assunto e que a persistir o propósito da AETC, adotaria as providências que a ela, SEMOB, como órgão gerencial do transporte público de João Pessoa, são pertinentes. Entretanto, a nota da SEMOB foi bem mais esclarecedora sobre as intenções relativas ao cartão eletrônico, diferentemente do que saíra na imprensa de que estaria havendo opiniões conflitantes entre as duas instituições.

O importante, portanto, é que logo veio à tona, com plena clareza, a finalidade da mensagem contida naquela faixa assinada pela AETC, mensagem aquela que, conforme sua própria repercussão, não teria expresso corretamente seu específico objetivo. E em casos assim resta dar-se a “mão à palmatória” com pedidos de desculpas aos que imaginaram que seriam prejudicados no acesso ao TIV.

Óbvio, pois, que ninguém ficará impossibilitado de acesso ao TIV porque só esteja com dinheiro e não com o cartão Passe Legal! A diferença é apenas no fato de que quem já conduz seu cartão tem acesso ao TIV com maior rapidez, que ocorre também quando do embarque nos ônibus em qualquer ponto de parada da cidade… e garante a esse portador do cartão a vantagem da integração temporal, ou seja, tomar o segundo ônibus complementar de sua viagem inteiramente grátis. E por que não dizer que o uso do cartão, especialmente no acesso ao TIV, reveste-se também de medida de segurança igualmente em favor dos próprios passageiros?!…Reveste-se, sim! Todos sabemos quantos são, no TIV, os olhares “curiosos” de meliantes para com os que desembolsam e esboçam dinheiro!…

Em tudo ficou claro que a iniciativa da AETC, com aquela faixa, foi a de que, a partir do 5 de setembro, o TIV incorpora-se plenamente à tecnologia de bilhetagem eletrônica, em que as catracas de acesso só são destravadas mediante a inserção do cartão eletrônico. Para tanto, nas próprias cabines (bilheterias) do TIV quem ainda não porte o cartão eletrônico, obtê-lo-á nesse mesmo local, inserindo-o na catraca para liberação de seu acesso e, se o cartão for – como pode ser – de uma tarifa única, devolve o cartão ao atendente. Afinal – como ilustrou um assessor da AETC -, quando se vai ao cinema, ao campo de futebol, a um show etc, entrega-se o dinheiro diretamente ao porteiro?! Ou se vai à bilheteria, adquire-se o bilhete e se o entrega ao porteiro?! Claro que prevalece esta última situação. E é apenas isto que ocorre em relação ao acesso ao TIV: quem ainda não tem seu cartão Passe Legal e não o quer permanente, na cabine do próprio TIV adquire seu cartão com uma tarifa única (o bilhete), insere-o na catraca e o devolve (entrega) ao atendente. Não há que se falar em violação de direitos.

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