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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O novo PT

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publicado em 12/11/2013 às 16h00
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O saldo das urnas do PED na Paraíba foi explícito: a tese de protagonismo petista sagrou-se a grande vencedora e não há mais espaços para inspirações coadjuvantes no PT estadual. Traduzindo no bom português: a folgada maioria de Charlinton Machado traduz recado inconfundível da militância às lideranças.

Ao mesmo tempo em que o deputado Luiz Couto vai precisar reavaliar sua doutrina e posicionamentos internos. A reza do padre mereceu exorcismo nunca dantes visto na igreja petista. Terceiro colocado numa disputa de apenas três candidatos, o padre entra num processo de isolamento semelhante aos dos monges tibetanos.

Ou se reconcilia com o PT ou ficará numa porta estreita demais para caber sua pregação na contramão da maioria esmagadora da legenda. Couto é um parlamentar respeitado, uma liderança incontestável, mas se não souber refletir e tirar lições do PED pode não atravessar o mar vermelho revolto de 2014 são e salvo.

No processo em questão, o prefeito Luciano Cartaxo consolidou seu papel de ator destacado dentro das articulações internas. Soube catalisar pra si a força natural da máquina, somada ao jogo de cintura na tarefa de somar. Com habilidade, trouxe para seu barco o maior número de tripulantes e avançou sobre as terras inimigas.

Daqui pra frente, podem anotar, o PT engrossará o pescoço pra dentro e pra fora. Exigirá, agora com mais legitimidade e autoridade, a fidelidade dos dissidentes. No âmbito externo, trabalhará por uma candidatura, admitindo, no máximo, compor com quem oferecer um espaço na chapa para o Senado.

De 2012 pra cá, a ala majoritária do PT aprendeu uma coisa: time que não joga, não ganha. Agora, o partido não mais abrirá mão de entrar em campo pra ser votado.

*Artigo publicado na Coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 12/11/2013 (terça-feira).