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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Ainda sobre falta de planejamento

Comentários:
publicado em 31/03/2014 às 10h26

 “Por que você, Mário, insiste em dizer que não tem havido planejamento nas ações dos governos, inclusive no âmbito do governo federal? Não lhe convencem, por exemplo, as ações do PAC em seus diversos segmentos?!…”.

De vez em quando sou assim questionado por alguns amigos.

E não faz tempo que elogiei a iniciativa do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva) em realizar, pelo Brasil – e como realizou em agosto do ano passado aqui em João Pessoa – Mesas Redondas para uma reflexão sobre “qual a cidade que queremos”, estimulando que todos estejamos de “olho no futuro” e atentos para que nossas cidades bem se planejem para garantir qualidade de vida aos seus habitantes.

As cidades são as casas de todos nós. É importante, pois, que sonhemos com a cidade que queremos. E a queremos, óbvio, (re)construída devidamente estruturada para propiciar qualidade de vida aos que a escolhem para viver.

Entretanto, nenhuma cidade, especialmente as que integrem um conglomerado urbano metropolitano como João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e até o Conde… nenhuma vai alcançar o nível de desenvolvimento propiciador de qualidade de vida aos seus habitantes se seus respectivos planejamentos não estiverem integrados, de cada uma aos das outras, assim como ao planejamentos das ações do próprio governo do estado e do governo federal voltadas para esta mesma área geográfica.

Do mesmo modo que estamos todos querendo refletir, planejar e (re)construir “a cidade que queremos”, também juntos precisamos definir “o estado que queremos”, tanto quanto é indispensável decidirmos “qual o país que queremos”. Para tanto, tem de haver, de um lado a iniciativa das lideranças político-governamentais e suas capacidades de unir os demais agentes políticos na construção de planos de longo prazo, portanto além mandato de cada um, com todos comprometidos em seguirem esses planos. De outro lado, que, decorrente das definições desses planos, haja mesmo esforço redobrado para suas execuções, com cada agente político desempenhando fielmente (e, lógico, sem demagogia) o seu papel, principalmente o fiscalizatório, deixando para o período eleitoral as manifestações discordantes pela conquista dos votos.

Vamos sonhar em ver as cidades responsabilizadas pelas obras e serviços eminentemente municipais, tanto quanto os estados focados nas obras e serviços que transcendam as cidades (obras e serviços de caráter intermunicipal), assim como o governo federal pugnando na realização de obras e serviços que transcendam os estados (obras e serviços de natureza interestadual). Quer dizer: que não vejamos cidades ousando em obras e/ou serviços que vão além da natureza de municipalidade, nem vejamos os governos estaduais realizando obras e serviços típicas de municípios, nem – o que é pior – vejamos o governo federal exibindo placas de obras e/ou serviços caracteristicamente afetos às cidades.

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