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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

No calo

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publicado em 13/05/2014 às 19h28

Há muito tempo, o governador Ricardo Coutinho já mostrou que não é de levar desaforo pra casa. Não seria agora, às portas de um duro enfrentamento, que mudaria. Por isso, não surpreende ele subir uma oitava no revide ao senador Cássio Cunha Lima, proponente da união da Paraíba em detrimento do estilo ‘bélico’ do líder girassol.

Antes de Ricardo, o irmão Coriolando Coutinho já havia dado o tom quando foi ao facebook achacar Cássio. Conforme a Coluna noticiou, “Cori” exumou o caso Gulliver ao sugerir nas redes sociais que se perguntasse a família Burity (ex-governador) “quem é truculento e violento”.

Não tardaria, óbvio, e esse tema seria verbalizado pelo próprio Ricardo, para quem Cássio não ostenta credibilidade em defender um pacto de unidade – tratado em destaque também aqui neste espaço – porque é praticante da violência na política, expressão usada com o cristalino objetivo de ressuscitar o episódio passado.

Ricardo, portanto, emite uma prévia da vereda a seguir no enfrentamento ao ex-aliado. Não se restringirá ao anunciado e propalado comparativo didático de gestões e saldos administrativos. Vai puxar Cássio para abordagens incômodas, como o fato anteriormente exposto e as nódoas da cassação.

Traduzindo em miúdos, Cunha Lima não pode esperar de Ricardo “mamão com açúcar” e deve preparar os escudos para a artilharia ricardista até o último instante da campanha. Para cada bordoada de Cássio sobre os apontados problemas administrativos do presente, Ricardo revidará desenterrando o passado.

Se a estratégia ensaiada e já posta em prática, em parte, renderá a favor do projeto de reeleição, só o futuro dirá.
 

*Artigo publicado na coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 16/05/2014 (terça-feira).

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