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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Trunfo e tempo

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publicado em 29/06/2014 às 11h57

Para quem apanhou três anos e meio sem pena de seus adversários, a aprovação do governo de 54,9% – conforme os dados da pesquisa Correio Souza Lopes na pergunta direta aprova ou desaprova – não é de se jogar fora. Basta ter como parâmetro os 53,3% conferidos à gestão Dilma, pilota do programa social mais presente na vida dos paraibanos, o Bolsa Família. Na última sondagem, a presidente tinha 61%.

Na simulação extratificada da atual pesquisa, Ricardo ostenta dados semelhantes ao governo petista: ótima 9,8%, boa 30,3%, regular 34,7%, ruim 9,1% e péssima 13,8%. Nessa versão, a avaliação de Dilma é ótima 9,4%, boa 33,1%, regular 30,1%, ruim 8,3% e péssima 17,3%.

A discrepância dos dois se dá nas intenções de voto. Da aprovação de 53,3%, Dilma consegue transformá-la em 42,2% de preferência do eleitor. Já dos 54,9% que aprovam as ações do governo somente 25,1% querem reeleger o governador, a julgar pelos números de hoje. Há uma distância enorme entre avaliação e intenção de voto.

Eis, então, o desafio posto e cada vez mais claro à estratégia política do governo. Sugar para o candidato à reeleição os pontos positivos da administração apontados pelo eleitor. Pelo histórico das últimas duas pesquisas não tem sido tarefa fácil, visto que o socialista chegou no máximo a 27% e oscilou para 25% nessa última. Os esforços até melhoraram o desempenho da aprovação, mas pouco se refletem no candidato.

Apesar da constatação, Ricardo dispõe de um trunfo para trabalhar nos próximos meses de campanha: as obras e programas de governo em curso. Nem os adversários podem negar que ele tem o que mostrar e certamente vai apostar todas suas fichas nos resultados administrativos plantados e colhidos até aqui.
No jardim girassol, esse portfólio é sim o grande alento que dá energia e esperança de crescimento e reversão do quadro desfavorável. Uma dúvida inquieta, entretanto, muita gente: haverá tempo suficiente?
 

*Artigo publicado na coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 29/06/2014 (domingo).

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