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NA ÁSIA

Orações e lágrimas nas recordações da tragédia causada por tsunami

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publicado em 26/12/2014 às 07h51

As orações e as visitas solenes às fossas coletivas marcaram nesta sexta-feira o início das cerimônias que recordam os 10 anos do tsunami na Ásia, que deixou 220.000 mortos ou desaparecidos e afetou 14 países do Oceano Índico.

Em 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 9,3 graus – o mais intenso no planeta desde 1960 – abalou as costas da ilha indonésia de Sumatra, provocando ondas devastadoras no litoral de vários países, como Sri Lanka e Tailândia, e chegando até a África. Entre as vítimas estavam milhares de turistas estrangeiros, que aproveitavam as festas de fim de ano para passar férias nas praias paradisíacas da região.

Em Banda Aceh, a localidade mais próxima do epicentro do terremoto, as cerimônias começaram com o hino nacional da Indonésia cantado por um coral em um parque de 20 hectares. As mesquitas da província de Aceh receberam muitas pessoas para orações, ao mesmo tempo que moradores visitaram as fossas coletivas, onde estão muitos dos 170.000 mortos na Indonésia, o país mais afetado pela tragédia.

"Estamos reunidos hoje aqui para recordar o que aconteceu em 26 de dezembro", declarou o governador de Aceh, Zaini Abdullah, para milhares de pessoas presentes na cerimônia, incluindo personalidades estrangeiras.

"O desastre foi também um aviso de que devemos estar atentos ao nosso entorno, permanecer vigilantes e entender como administrar as catástrofes", completou Abdullah, que destacou a importante ajuda concedida pelos doadores na Indonésia e no exterior após o tsunami de 2004.

No sul da Tailândia, país onde metade das 5.300 vítimas fatais da onda gigante eram estrangeiros de férias, muitos turistas se reuniram em um parque que recorda a tragédia na pequena localidade de Ban Nam Khem.

"Todo mundo conhecia alguém que foi afetado pelo tsunami. Eu também. Queremos apresentar nosso respeito", disse Agnès Moberg, uma sueca de 18 anos. O país escandinavo perdeu mais de 500 cidadãos na tragédia.

Somjai Somboon, 40 anos, afirmou à AFP que ainda tenta superar a perda dos dois filhos. "Penso neles todos os dias", afirmou a tailandesa, sem conseguir conter as lágrimas.

No Sri Lanka, país que perdeu 31.000 cidadãos, a recordação da tragédia acontece no local em que as ondas gigantes arrastaram um trem, uma tragédia que matou 1.500 passageiros.

Para evitar novas tragédias semelhantes, um sistema de alerta de tsunamis foi criado em 2011, ao mesmo tempo que alguns países investiram para preparar a população para eventuais catástrofes.

Mas os especialistas alertam para um relaxamento da vigilância das populações vulneráveis às catástrofes naturais, apesar da entrada em vigor dos sistemas de alerta.

Terra

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