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INVESTIGAÇÃO

Witzel: “Assassinos de Marielle serão presos”

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publicado em 12/01/2019 às 14h42
atualizado em 12/01/2019 às 15h28

O assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes está próximo de ser elucidado e os envolvidos no caso podem ser presos ainda em janeiro. Foi o que informou na manhã deste sábado (12) o governador Wilson Witzel (PSC). O crime aconteceu no dia 14 de março do ano passado.

“A informação que eu tenho é de que eles [os investigadores] estão próximos da elucidação do caso e, evidentemente, da prisão daqueles que estão envolvidos e que talvez isso aconteça até o final desse mês”, disse Witzel em coletiva de imprensa.

Witzel disse que não tem atribuição legal para checar os autos do processo, que corre sob sigilo, mas que acompanha as informações com os delegados envolvidos na investigação. Enfatizou, ainda, desconhecer quem são os suspeitos do crime.

“Quem está envolvido eu não tenho a menor noção. Eu não perguntei e não tenho atribuição para saber”, destacou o governador.

A morte da parlamentar e seu motorista completa 10 meses na próxima segunda-feira (14). A informação de que já há suspeitos identificados já havia sido confirmada no dia 9 de janeiro pelo delegado Antônio Ricardo, empossado diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).

Na ocasião, Ricardo afirmou que o caso da morte da vereadora Marielle Franco já estaria elucidado, mas que ele quer terminar a investigação sem que haja a mínima margem de defesa para os envolvidos.

Em dezembro, o então secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, afirmou que o crime foi cometido por milicianos e que teria relação com grilagem de terras.

 “Era um crime que já estava sendo planejado desde o final de 2017, antes da intervenção”, disse o então secretário em entrevista ao jornal “Estado de S.Paulo”.

Preso homem ligado aos suspeitos

Em dezembro, a polícia prendeu um homem próximo a um dos investigados pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Renato Nascimento dos Santos foi preso em casa, na cidade de Guapimirim, na Baixada Fluminense. Os agentes encontraram no endereço duas armas e munição.

A polícia recebeu denúncias anônimas e confirmou que havia dois mandados de prisão contra Renato, por suspeita de envolvimento em dois homicídios em 2015.

Os crimes que levaram Renato Nascimento dos Santos para a cadeia não possuem qualquer relação com os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Mas, segundo a polícia, Renato tem uma ligação estreita com um dos investigados pela morte da vereadora.

O miliciano Orlando Curicica, preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e o vereador Marcello Siciliano (PHS) foram apontados pela polícia como suspeitos de serem os mandantes da execução da vereadora Marielle Franco. Os dois sempre negaram as acusações.

Curicica entrou para lista de suspeitos do crime depois que uma testemunha contou à polícia ter visto ele e o vereador em num restaurante tramando a morte da vereadora. As declarações foram reveladas pelo jornal “O Globo”.

Em depoimento ao Ministério Público Federal, Curicicadisse que agentes da Delegacia de Homicídios o forçaram a assumir a culpa. Por isso, a Polícia Federal passou a apurar a conduta dos investigadores.

Vereador diz que ação contra ele é ‘covardia’

O vereador Marcello Siciliano, apontado como suspeito de mandar matar a vereadora, já prestou três depoimentos à polícia. O último foi no dia 3 de janeiro,na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Neste último depoimento, Siciliano foi questionado sobre notas fiscais relativas à compra de duas armas. Os documentos foram encontrados em dezembro,quando a polícia fez uma operação de busca e apreensão em seis imóveis que pertencem ao parlamentar.

Na ocasião, os agentes apreenderam computadores, HDs e munição. A operação foi decorrente de um inquérito do Ministério Público que investiga a ocupação irregular de terras na região das Vargens.

“Fizeram uma busca e apreensão no mês passado pertinente a uma suposta grilagem de terra, mas graças a Deus meus documentos foram apreendidos e o Ministério Público vai ter a oportunidade de ver que tudo meu tem origem e é fruto de muito trabalho, sem ter passado por cima de ninguém ou feito mal a alguém. Algumas coisas apreendidas, já começaram a devolução”, afirmou Siciliano.

No mesmo dia dessa operação, o então secretário de Estado de Segurança Pública, general Richard Nunes, afirmou, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, que Marielle havia sido assassinada por milicianos que viam nela uma ameaça a negócios de grilagem de terras na Zona Oeste do Rio.

Segundo Siciliano, na ação os policiais encontraram seu Certificado de Registro (CR) de atirador esportivo vencido e também munição de uma pistola calibre 380 que, segundo ele, está registrada.

O vereador disse acreditar que, mesmo a princípio sendo um inquérito relacionado a um crime ambiental, o depoimento que prestou está relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco.

G1

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