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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Algo errado

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publicado em 03/07/2014 às 17h01
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No geral, Ricardo Coutinho faz um bom governo. Não é a “Brastemp” que os governistas acham, mas também não é o caos pregado pela oposição. Aliás, a nova oposição, porque parte dela se desintegrou, caiu no colo do governo e precisou na última semana refazer o discurso dos sistemáticos ataques.

A percepção de que há avanços na gestão se contrapõe frontalmente com os dados da realidade política. Não é normal um governador chegar em plena fase de reeleição com apenas oito deputados aliados na Assembleia e correndo o risco de perder o líder (Hervásio Bezerra) diante do iminente retorno do titular Manoel Ludgério.

Não é comum, também, um governador terminar o período de convenção reunindo menos partidos e tempo de guia eleitoral que seu adversário da oposição. Na reeleição em João Pessoa, Ricardo juntou 16 legendas e praticamente não teve adversário. Deu um passeio em João Gonçalves.

No governo, chegou a essa segunda-feira, um dia após o prazo legal das convenções, com dificuldades de apresentar um candidato a vice-governador na sua chapa. Algo inédito nesse Estado, convenhamos, porque a tal expectativa de poder invariavelmente esteve nas mãos dos “donos do poder” da vez.

Por estas plagas, a força da máquina – e$trutura e cargos – historicamente exerce poderosa sedução sobre políticos e partidos e a vaga de vice sempre foi alvo de disputa. Ou era. Com Ricardo, a maioria dos convidados com densidade não manifestou apetite. Alguns rejeitaram publicamente, como a deputada Daniella Ribeiro. O próprio vice-governador nunca admitiu um dia sequer voltar a disputar o cargo ao lado de Ricardo.

Bom, mas isso é coisa só da classe política, poderíamos cogitar como explicação… Não é o que tem dito as pesquisas de opinião pública. Temos então um conjunto de fatos que – para se chegar a conclusões racionais – implica em melhor e mais profunda reflexão. A começar pela autocrítica do próprio Ricardo.
 

*Artigo publicado na coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 03/07/2014 (quinta-feira).

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