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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A complexidade do transporte público

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11/07/2014 às 17h59
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Anteriormente, postado aqui no MaisPB em 29 de junho, escrevemos sobre “A crise do transporte coletivo”, demonstrando que ela é em nível nacional e dando o exemplo da precariedade desse setor na cidade de Natal/RN que recentemente foi atingida por treze dias de greve, movimento paredista este que, por óbvio, refletiu também em prejuízos especialmente no segmento comercial com queda nas vendas em torno 70%.

Lá em Natal a greve foi suspensa, sem que isto signifique dizer que a crise tenha sido superada. E, naqueles escritos do dia 29 de junho, expomos as razões desse estado precário pelo qual passa o setor de transporte coletivo, situação que resulta em grande prejuízo para toda a cidade e não só para os empresários, mas também para o comércio com demais setores de atividades produtivas e especialmente para a população que fica sem a disponibilização de um serviço melhor qualificado para seu ir e vir.

É mesmo complexo esse setor de transporte coletivo! Todos sabemos, por exemplo, a dificuldade do órgão gestor desse serviço (em nosso caso a SEMOB) para um “simples” instalar de um abrigo em um ponto de ônibus, quando este ponto de ônibus coincide ser em frente de determinado imóvel!…

Tão complexo é este setor que, diante de um indicativo de greve por parte dos motoristas e cobradores, como ocorrido também em João Pessoa, logo surgem algumas pessoas, obviamente leigas no assunto, para insinuarem que se trata de um movimento incentivado pelos próprios empresários. Uma greve interessa mesmo ao setor empresarial?!… Um dia (ou vários dias) sem receita é importante para alguma empresa?!… A receita que se deixa de ter em um dia, ela virá em dobro na data seguinte?!…

Até 17 horas do domingo 6 de julho, houve todo o esforço do setor empresarial do transporte coletivo de João Pessoal no sentido de que motoristas e cobradores dos ônibus desconsiderassem a decisão de greve a partir de zero hora da segunda-feira, dia 7, e que alargassem o prazo de negociações, vez que aos mesmos já tinha sido dado o reconhecimento e a garantia da data-base, que é 1º de julho. Ou seja, tudo quanto até meados deste mês seja acordado, inclusive e principalmente salário cujo pagamento só se dá até o final do mês, retroage ao dia 1º.

Este setor de transporte coletivo é mesmo muito complexo, para não dizer que injustificadamente há, da parte de muitos, muito preconceito contra os empresários que diuturnamente a ele se dedicam para fazê-lo atender à população em suas necessidades diárias de ir e vir!

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