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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A vida não se resume em futebol

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14/07/2014 às 11h29
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Conscientes disto, de que a vida não se resume em futebol, empresários de Campina Grande, preocupados com a prioridade que toda cidade deve dar ao seu setor de transporte coletivo, reuniram-se sexta-feira (dia 11) no auditório da CDL. E foi o presidente daquela Câmara de Dirigentes Lojistas, Tito Motta, que, comentando a ameaça de paralisação por parte dos motoristas e demais trabalhadores do transporte coletivo compinense, destacou a importância daquela reunião para que os empresários tomem conhecimento da realidade desse serviço que é essencial para a cidade e também quanto à forma como é feito o cálculo para estabelecer o equilíbrio econômico-financeiro desse serviço. E disse: “Uma greve seria muito ruim para o comércio… Com a greve, nem os clientes nem os comerciários conseguiriam se deslocar”.

Realmente, a vida não se resume em futebol! O futebol é apenas um momento, um esporte, um jogo ou um campeonato… ou pode até ser uma Copa do Mundo como a que se encerrou neste domingo, 13 de julho, aqui no Brasil, que teve por palco central o estádio ou a arena do Maracanã.

Este Maracanã faz-nos lembrar o Maracanãzinho, em 1968, quando o paraibano Geraldo Vandré, diante de uma multidão revoltada com o resultado de sua canção/hino “Pra não dizer que não falei das flores” (ou simplesmente “Caminhando”) não ter sido a vencedora do Festival da Canção e que gritava “É marmelada! É marmelada …”, ele – Geraldo Vandré -, pedindo calma àquela multidão, expressava: “Gente! Por favor! A vida não se resume em festivais!”. E conclamou, cantando:

– “Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Somos todos iguais, braços dados ou não/ Nas escolas, nas ruas, campos, construções/ Caminhando e cantando e seguindo a canção”.

– “Vem, vamos embora, esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer/ Vem, vamos embora, esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”.

E, como a dizer, que há fatos e coisas bem mais importantes que os festivais e o futebol… mais importantes que os 7×1 que nossa Seleção levou da Alemanha e/ou dos 3×0 da Holanda, como o persistirmos por melhores educação, saúde, educação, transporte, combate persistente à violência etc, Geraldo Vandré já dizia:
– “Pelos campos há fome em grandes plantações/ Pelas ruas marchando indecisos cordões/ Ainda fazem das flores seu mais forte refrão/ E acreditam nas flores vencendo o canhão”.

Por isto, o “vamos embora” de agora não é desistir. É o encarar uma realidade brasileira, para corrigir o que seja falho e melhorar o que esteja bom… em favor do desenvolvimento, e não só “crescimento”!

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