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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Receita x Despesa

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publicado em 17/07/2014 às 17h32

 Em qualquer que seja o segmento ou mesmo até do ponto de vista familiar, para que as atividades desenvolvam-se normalmente precisa se garantir o equilíbrio econômico-financeiro. Por isto comumente se diz que um trabalhador de salário mínimo faz mágica para sobreviver, ou seja, com um recebimento líquido de uns 666 reais só pode comprometer-se (em feiras e o mais necessário à sua sustentação) com uma despesa que vá até aquele valor (666 reais). Se deixar que essa despesa seja maior que a quantia que recebe, fica em deficit, piorando a cada dia sua situação.

Este raciocínio vale para qualquer nível de remuneração ou de renda: se se gasta mais do que se recebe, tem-se déficit que vai se acumulando e, com o passar do tempo, piorando a situação, até que… Imagine esse “que”!

Assim ocorre – ou deve ocorrer – até no setor público. Nenhum gestor pode – nem deve – comprometer com despesa mais do que a receita permita, mesmo com a amplitude de que dispõe em aumentar impostos!

Sabemos, porém, que há despesas em relação às quais não se pode conter. Há várias. Uma, entretanto, é comum a todo empregador, inclusive o setor público: a da revisão anual dos salários de seus funcionários, de modo a repor, neles, pelo menos o índice da inflação acumulada nos últimos doze meses. E quando dessa ocorrência, o empregador precisa ir buscar a receita necessária para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, ou seja, buscar a receita para fazer face à despesa… senão encerra suas atividades, para não dizer que simplesmente “quebrou”!

Tal acontece em todos os ramos de atividades e geralmente em cadeia. Aumentou o preço do óleo diesel? Imediatamente o preço do fretamento aumenta, que, por sua vez, repercute junto às outras empresas que recebem os produtos! E aí, o que estas empresas receptoras dos produtos têm de fazer? O que fazem, precisam fazer, é aumentar os preços dos produtos que comercializam, seja o pão, a manteiga, o cafezinho etc!

Neste quadro inserem-se até mesmo os veículos de comunicação, seja o rádio, a TV, o jornal, o portal, a revista… Teve de aumentar os salários de seus comunicadores? Para fazer face a estes aumentos, imediatamente aumentam os preços das publicidades, que correspondem seus principais elementos de receita! E não há como ser diferente. Não há como imaginar que os veículos de comunicação não tenham grandes despesas e que não precisem de receitas, receitas que lhes garantam inclusive capacidade de novos investimentos para renovarem-se, atualizarem-se, ter equipamentos novos para cada vez mais melhor servirem à população.

Assim também é o segmento do transporte coletivo de passageiros, sobre o qual mais detalhadamente trataremos em outra oportunidade, tendo em vista que, desta feita, não mais há espaço para fazê-lo.

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