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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Estudante só paga R$ 1,17

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publicado em 21/07/2014 às 09h28
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É exatamente este valor, R$ 1,17 (um real e dezessete centavos), que o estudante passa a pagar no transporte coletivo urbano de João Pessoa a partir desta segunda-feira, 21 de julho de 2014.

Convém que assim se esclareça porque em geral nem ele mesmo, o estudante, diz que só pague metade do valor da passagem, tendendo sempre a manifestar que sua tarifa seja como que fosse inteira, agora de R$ 2,35.

Aliás, a rigor, o preço da passagem do estudante, com a tarifa inteira de R$ 2,35, está (a rigor, repita-se) menor que os 50% porque, em face do princípio do arredondamento aritmético, em vez de ficar R$ 1,175 obviamente ficou em R$ 1,17. Este valor (R$ 1,17) corresponde exatamente a 49,8% dos R$ 2,35.

É bem oportuno que este valor do Passe Estudantil venha à tona para bem se entender que cada passageiro, que adentre ao ônibus, não corresponde a que ali, naquele veículo, seja sempre mais um a pagar R$ 2,35. Quantos são os que têm direito ao Passe Livre… os que têm todos os méritos para viajarem de graça?! E quantos também são os que, aqui no âmbito de João Pessoa, viajam de graça no segundo ônibus em função dos benefícios da integração temporal e da integração física do

Terminal do Varadouro?

Vale repetirmos o que certa vez já escrevemos como ilustração do porque de um resultado de cálculo tarifário parecer maior do que o esperado, isto em razão de gratuidades e/ou descontos criados por governos para algumas categorias sociais sem colocar no respectivo orçamento a fonte financiadora desse benefício e sim deixando o ônus recair contra os passageiros pagantes:

– Imaginemos quatro pessoas que adentrem em um ônibus, cujo custo, pelo transporte desses quatro passageiros, seja de R$ 6,00. Significa que cada um pague R$ 1,50. Entretanto, entre estes quatro passageiros pode estar um que se apresente como Carteiro, ou seja, tem direito ao Passe Livre (gratuidade). Mas o custo pelo deslocamento dos quatro passageiros continua sendo R$ 6,00, o que faz elevar a tarifa unitária dos três pagantes para R$ 2,00. Porém, dentre os três pagantes pode haver um que se identifique como estudante, ou seja, tem direito à meia-passagem. Resultado: refaz-se o cálculo para recompor-se o mesmo valor dos R$ 6,00, que é o custo pelo transporte dos quatro passageiros, tendo-se, por fim, que um nada paga (é totalmente de graça), um outro só paga metade (R$ 1,20) e os dois outros, cada um, vai pagar R$ 2,40… para compor os R$ 6,00.

Percebeu, leitor(a)? Aquela passagem inicial de R$ 1,50 se todos pagassem igualmente, passou para a tarifa final (a que se divulga) de R$ 2,40, isto nesta simulação aqui feita!…

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