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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Nestes 429 anos

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publicado em 04/08/2014 às 18h57
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A cidade de João Pessoa, neste 5 de agosto de 2014, marca seu 429º ano de fundação.

Antes de elaborar estes escritos, fiz um passeio por alguns lugares da capital paraibana, especialmente aqueles que muito marcaram meu tempo de menino. E assim o fiz para avaliar em que a cidade mudou… positiva ou negativamente.

Desloquei-me, portanto, até ao bairro da Ilha do Bispo e lá junto ao Cemitério Senhor da Boa Sentença, passando pelo antigo prédio do IML (que no passado tinha um muro baixinho no qual eu colocava o caixote da feira que trazia da “mercearia”, isto para por um tempinho descansar o pescoço), muito lastimei o estado de abandono e de destruição em que se encontra aquele imóvel (o antigo IML). Bem pertinho dele, em mesmo estado de abandono e de destruição, as antigas instalações da Fábrica Matazzo. Quão triste é o abandono!…

Na mesma direção do percurso que escolhi fazer, bem próximo dali, se muito uns trezentos metros, à entrada do bairro da Ilha do Bispo, uma outra estrutura em abandono e em destruição: no passado era uma subestação dos serviços de energia elétrica e agora constatei lá existir uma placa indicativa de uma ONG… mas, repito, a aparência é de abandono!

Passeei por toda a avenida Redenção, aquela que se pode chamar de “a principal do bairro”. Entre as casas de nºs 804 e 832, bem olhei a casa em que nasci (e que está sem número) e onde vivi tantos momentos de alegria, ao redor da qual a brincadeira mais especial era “barra bandeira”! Constatei que a casa não é mais aquela casa bem solta que era no passado, então com um quintal cheio de árvores como mangueira, jaqueira, oliveira, abacate… e ao fundo desse quintal havia uma maré rica de sururu, ostra e até de aratu que se pegava fora dos tempos do caranguejo. Aquela casa agora está anexada, tanto ao lado quanto aos fundos, por outras casas menores, formando uma espécie de vila a acolher muito mais gente!

No retorno do passeio, passei pela rua São Miguel e vi o que sobra (aliás, nem sobra há) do Clube Esquadrilha V e do Cine São Pedro! Passei pela Praça da Pedra, em frente da qual trabalhei em uma Tipografia (Tipografia São Severino) em cujo local agora é um estacionamento. Subi pela rua da República… ah, quantos comerciantes resistentes ainda por lá, mesmo diante da ausência de um projeto público em favor daquela área!

Ainda não falei sobre as tantas coisas boas do crescimento desta cidade. Também faltei dizer sobre a falta de planejamento para que o crescimento seja desenvolvimento! Tratarei em outra(s) oportunidade(s).
 

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