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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

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publicado em 05/08/2014 às 13h29
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O placar foi suado e a guerra de argumentos, de parte a parte, acirrada. Pelo desfecho e natureza normal da guerra jurídica, a decisão do TRE de aprovar a aliança PT/PSB merecerá óbvio recurso do PMDB ao TSE, mas o resultado de agora é o que vale e ele tem desdobramentos políticos positivos para chapa Ricardo/Lucélio.

A vitória em primeira instância dessa queda de braço afasta um fantasma perigoso que rondava a campanha do governador. Sem a coligação com o PT, Ricardo perderia bem mais que precioso tempo de televisão. Seria obrigado a substituir o nome da vaga de senador e entraria fragilizado na nova fase da campanha.

A ameaça preocupava muito a ala majoritária do PT, comandada pelo prefeito Luciano Cartaxo. Perder esse embate representaria um grande abalo político para administrar, que o obrigaria a repensar os planos e missão para o irmão nesta eleição. Um problemão que poderia até respingar na sua liderança emergente.

Para Cartaxo, especificamente, ganhar do PMDB neste primeiro round tem um sabor especial. Politicamente, Luciano resolveu peitar sem medo a direção peemedebista e em certou grau até setores da direção nacional que trabalharam para melar o acordo com o PSB.

A sentença de ontem garante vida a inusitada dobradinha, cujos objetivos políticos beneficiam os dois lados: ao PT, oferece a oportunidade de disputar, com chances reais e o apoio da máquina do governo, o Senado da República; e para Ricardo representa considerável em João Pessoa, sua grande aposta nesta eleição.

Por último, o efeito psicológico. Petistas e socialistas tendem, depois desse sufoco inicial, a superarem os resquícios de diferenças e se engajarem num idêntico propósito: alcançar os adversários comuns.


*Artigo publicado na Coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 05/08/2014 (terça-feira).

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