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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

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publicado em 06/08/2014 às 11h12
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Era o passaporte que ainda faltava. Líder nas pesquisas e aglutinador do maior bloco de forças partidárias, a candidatura do senador Cássio Cunha Lima ao governo carregava o peso do discurso dos adversários na disseminação da dúvida posta sobre sua condição jurídica. Um incômodo que o tucano precisou conviver nos últimos tempos.

A posição elástica (5×1) do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba em favor de sua plena elegibilidade deu a Cássio um aval com forte valor simbólico e político para essa nova fase da campanha. O favoritismo ganha impulso perante setores da política e da sociedade que ainda nutriam desconfiança da viabilidade legal da candidatura.

Nas conversas com prefeitos e lideranças inclinadas ao voto em Cássio, articuladores ricardistas não raramente apresentavam como argumento, para atrair a adesão, a tal “inelegibilidade” do senador. Até essa terça-feira, de fato, essa cortina de fumaça podia ser alimentada na opinião pública.

Daqui pra frente, não é mais mera opinião de jurista A ou B. Cássio tem uma certidão favorável de uma Corte que se debruçou e estudou profundamente os pontos tão polêmicos suscitados nas quatro impugnações. Esse acórdão lhe permite andar pelos grotões do Estado com a espinha ainda mais ereta e a cabeça erguida.

A batalha continua no TSE, mas o extrato do que foi decidido majoritariamente no TRE também beneficia e soma em favor do tucano quando da apreciação do caso em Brasília. No paralelo, a sentença do TRE esmorece e quebranta todo o fervor do discurso da militância girassol contra Cássio, até então tratado como “ficha suja”.

Novo cenário posto, é hora da estratégia ricardista se conscientizar que, para ganhar a eleição, será preciso vencer Cássio nas urnas. Não num tribunal.
 

*Artigo publicado na coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 06/07/2014 (quarta-feira).