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Rômulo Halysson Santos de Oliveira é advogado e analista político, graduando em economia pela UFPB, empreendedor cultural e escreve semanalmente coluna de análise política com o título “Olhares Líquidos”.

Ocupe o Pavilhão do Chá

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publicado em 16/12/2018 às 22h19
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O cidadão maior de 60 anos que passou pelo Pavilhão do Chá na tarde deste domingo, deve ter tomado um susto ao presenciar a ocupação do espaço em pleno domingo.

Uma Feira Criativa batizada de FEIRICA reuniu cerca de 60 participantes que expuseram e negociaram itens de moda, música, literatura, gastronomia e adoção de animais. A ideia de incentivar o empreendedorismo criativo e o consumo sustentável reuniu um contingente expressivo e ajudou a potencializar a economia criativa local.

Esse tipo de movimento tem sido cada vez mais comum ao redor do mundo. A lógica do “Compre de Quem Faz” reúne artistas, artesãos, prestadores de serviços criativos e produtores independentes em locais públicos, antes obsoletos, aos finais de semana, onde podem vender produtos, divulgar seus “jobs” e promover network.

Em síntese, são negócios feitos com a leveza criativa da cultura.

Na edição deste domingo, o ponto máximo foi à apresentação do grupo Glue Trip, banda independente paraibana que possui projeção na cena indie internacional. Sua performance surpreendeu a todos e promoveu uma espécie de “Retreta” Pós-Moderna ao ocupar o Coreto com seu som pop-vintage-psicodélico.

Sabe Deus quando foi à última vez que se viu uma banda tocando naquele coreto. Ao pôr do sol, o som caiu muito bem, a propósito!

Antes criticado por seu anacronismo, o Pavilhão do Chá renasce como local ideal para ser ocupado por este formato de evento. Na verdade, é um reencontro no tempo com sua vocação. Por ali, no passado, se reuniam artista, poetas, músicos, mulher, criança… gente.

A FEIRICA ocorreu dentro do “AnimaCentro”, projeto da Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE) que tem o objetivo ocupar o Centro Histórico da Capital com programação cultural diversificada. Ação de fundamental importância para ocupação dos espaços públicos com cultura, lazer, entretenimento e esportes, compondo o acervo de políticas públicas para ocupação do tempo livre da população promovidas pelo governo municipal como, por exemplo, a ciclofaixa da Epitácio Pessoa.

O AnimaCentro é uma ação inteligente para divulgação do portfólio de ações da Prefeitura Municipal de João Pessoa na área do Centro Histórico. Neste quesito, a atual gestão dá de goleada nas que lhe antecederam. Mais do que isso, o evento tem se consolidado como importante ferramenta para o desenvolvimento da micro-economia da cultura na “Cidade Criativa”.

Vida longa então!

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