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Futura ministra defende parceria com estados

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publicado em 06/12/2018 às 19h03

A futura ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina, que tomará posse em 1º de janeiro, concordou com a proposta de que todos os entes do serviço público rural, incluindo, naturalmente, os órgãos dos governos federal e estaduais, façam intercâmbio de informações que resulte na racionalidade das suas competências e ações, o que as tornará mais eficazes.

O posicionamento da também deputado federal (DEM-MS), que preside da poderosa Frente Parlamentar da Agropecuária, foi tomado em reunião nesta quarta-feira à tarde (dia 5), em Brasília, com o Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (CONSEAGRI), presidido pelo paraibano Rômulo Montenegro, autor da proposta de troca de informações técnicas e objetividade de planos e tarefas.

Montenegro alertou: “Faz-se imperioso que, à semelhança da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), os estados disponham das agências estaduais, cujo norte de orientação siga a meritocracia, e que o resultado financeiro e social seja alcançado. Não basta simplesmente existir enquanto empresa voltada à agropecuária; é fundamental que se desvencilhe das amarras burocráticas, tenha lucro e preste o serviço para o produtor rural, não importando o seu tamanho. A pesquisa tem que sair da prateleira e ser abraçada pela Assistência Técnica e a Extensão Rural”.

O presidente do Conselho também propôs a instalação, “desde já”, de um Fórum permanente para sugerir, opinar e discutir temas relevantes para a agropecuária nacional, “principalmente agora, com a incorporação de novas atribuições para Ministério concernentes à ANATER: a irrigação e a agricultura familiar.

Um dos pontos culminantes do encontro foi a intensa discussão sobre a defesa agropecuária, que focou a desburocratização e diminuição dos embargos para o estabelecimento do autocontrole, ou seja, que proporcionem redução do papel do estado com a saída das ações não essenciais e que não ponham em risco a saúde humana e a comercialização dos produtos.

Montenegro até sugeriu: “O Brasil deve regras sanitárias mantenedoras de um padrão internacional dos países exportadores. Não avançaremos na produção agropecuária enquanto mantivermos regras restritivas absolutamente inócuas para finalidade a que se prestam. E, pior ainda, totalmente descompassadas da realidade mundial, se prestando apenas para estimular a perversa reserva de mercado para produtos importados e também dos grandes monopólios”.

Presenças e novo encontro

A reunião, aliás, convocatória contou com as presenças dos secretários (ou representantes) do Distrito Federal e dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo; e dos presidentes da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ASBRAER) e do Conselho Nacional das Entidades Estaduais de Pesquisa Agropecuária (CONSEPA), respectivamente Luiz Ademir Hessmann e Orlando Melo de Castro.

Ao término da reunião, foi marcada outra, ainda para este mês, quando a equipe do futuro Ministério estiver definida, com a ministra e a totalidade dos secretários estaduais.

Observação: a foto que ilustra esta matéria mostra a futura ministra, na reunião do CONSEAGRI, ladeada pelo seu presidente Montenegro e secretário de Santa Catarina, Airton Spies.

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