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Cerca de 29 pessoas morreram afogadas na PB

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publicado em 18/11/2018 às 07h45
atualizado em 19/11/2018 às 08h20

Desde o início do ano até o último dia 12 de novembro, cerca de 29 pessoas morreram na Paraíba por afogamento. Conforme o Corpo de Bombeiros, a maior parte dos registros de afogamento está ligado à embriaguez.

“Da mesma forma que álcool e direção não combinam, banho de mar e uso álcool não combinam também”, explica a tenente Isabel, do Batalhão de Busca e Salvamento, ao Portal MaisPB. Segundo ela, o álcool diminui os reflexos e a coordenação motora da pessoa, o que facilita uma queda e até mesmo o afogamento.

Neste ano, 28 afogamentos sem óbito foram registrados e outros 119 resgates aquáticos foram feitos – quando a pessoa é resgatada pelo bombeiro em situação de perigo, mas antes de se afogar. As praias com maiores ocorrências são as de Gramame Sul, Praia Bela e Jacumã. Todas elas possuem a supervisão dos bombeiros.

Em feriados longos, os registros também costumam aumentar devido ao número de pessoas que saem do interior do estado para o litoral. A tenente explica que é comum turistas chegarem nestas regiões e por não conhecer a geografia da praia, acessar áreas perigosas.

É o que costuma acontecer na praia de Gramame Sul. Segundo Isabel, o local passa por constantes variações por conta do encontro do rio com o mar, o que pode enganar o banhista que acredita conhecer a região.

“Se você for hoje, a praia vai estar de um jeito, vai ter bancos de areia. Se você for daqui a um mês, vai estar totalmente diferente. Um lugar que antes era raso já vai estar fundo”, relata.

Para saber quando as praias oferecem menos perigos para o banhista, a tenente conta que a melhor forma é ter acesso à tábua da maré. Quando a altura do mar for até 1.0, ou seja, até um metro, é quando o banhista pode usar. Passando disso já deve ser evitado.

“É como dizem, água no umbigo, sinal de perigo”, explica. A tenente ainda dá dicas para os banhistas evitarem transtornos ou até acidentes no mar.

Não consuma bebida alcoólica;

Ao ter refeições ‘pesadas’, aguarde ao menos uma hora para entrar no mar;

Se souber nadar, não superestime sua capacidade. Muitos casos acontecem justamente por confiar demais em si próprio;

Crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais precisam estar acompanhadas pelo responsável o tempo todo;

Evitar utilizar colchão inflável ou bóia – materiais frágeis podem causar afogamento;

Ao usar caiaque ou fazer algum tipo de atividade na praia, utilizar colete salva-vidas

Em caso de presenciar um caso de afogamento, a profissional explica que a pessoa só deve tentar ajudar caso saiba nadar. Também é importante oferecer à vítima um objeto flutuante, como uma bola, uma garrafa pet ou um pedaço de isopor – para que a vítima aguarde o corpo de bombeiros chegar ao local.

Caroline Queiroz – MaisPB

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