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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

O maior risco de acidentes é com mototáxi

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publicado em 14/11/2018 às 09h31

De vez em quando são levantados questionamentos quanto ao porquê na maioria das capitais brasileiras não ter sido aprovado, pelos órgãos competentes, o serviço de mototáxi que já é regulamentado em algumas outras cidades brasileiras, a exemplo de Campina Grande.

De começo valemo-nos das palavras de um dos mais renomados especialistas no campo da mobilidade urbana, no Brasil, que é o engenheiro de transporte e trânsito, Dr. Ailton Braziliense Pires. Disse ele: – “O equilíbrio da motocicleta depende não só de quem a conduz, mas também de quem está junto, isto é, do passageiro”. E acrescenta: – “No caso da mototáxi, principalmente quando o passageiro é passageira – quer dizer, mulher –  ela não fica à vontade para melhor segurar-se no condutor da moto e assim causa um desequilíbrio bem mais perigoso ao veículo, dando margem a muito mais acidentes”.

Realmente a cidade de Campina Grande foi uma das primeiras, no Brasil, a regulamentar o serviço de mototáxi. No entanto, não foi por vontade nem iniciativa dos órgãos competentes e de planejamento da mobilidade urbana, não! Houve a chamada invasão, espécie de serviço clandestino, e como o Poder Público omitiu-se, essa invasão foi crescendo, crescendo… até que a Prefeitura rendeu-se ao fato e fez o reconhecimento ou regulamentação de um quantitativo de mototáxis próximo dos 300. E em seguida outros mototaxistas, não abrangidos naquela regulamentação, também invadiram a cidade, não houve coibição e,  rendendo-se ao novo fato, oficializou a ampliação da quantidade de mototáxis para umas 700. Depois, submetendo-se à mesma pressão, oficializou a ampliação para umas 1000. Mas, agora, clandestinamente, já existem mais 5 mil. E aí?! Isto favorece à mobilidade urbana?!…

Já é constatado através de estudos específicos que, no mundo todo, independentemente de quem seja o condutor, o risco de acidente grave com motocicleta é 5 vezes maior do que com o veículo de 4 rodas. E isto foi dito por um outro renomado especialista em transporte e segurança do trânsito, Dr. Horácio Augusto Figueira, em Seminário realizado em São Paulo. Também está amplamente divulgado – e foi notícia na Folha de São Paulo – que “moto é o veículo que mais mata no trânsito e gera indenizações”. Daí, o porquê dos municípios que primam por uma mobilidade urbana com segurança, não oficializarem o serviço de mototaxi.

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