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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Contra a brutal concentração

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publicado em 08/09/2014 às 17h59
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O empresário Roberto Cavalcanti engajou-se em mais uma outra maneira de muito contribuir para o desenvolvimento da Paraíba: é através da permanente publicação, seja no jornal, seja no portal Correio, de suas opiniões sobre questões fundamentais para este desenvolvimento, cujos temas merecem ser refletidos sobretudo nas sessões plenárias de nossas Casas Legislativas, as municipais e especialmente a estadual.

Quinta-feira passada (4 de setembro), por exemplo, Roberto Cavalcanti escreveu sobre “Brutal concentração” para chamar a atenção de todos os governos sobre os riscos apontados em estudo da ONU quanto a perspectiva de brevemente a população mundial achar-se espremida nos centros urbanos. Assim… “espremida!”, porquanto – como diz Roberto Cavalcanti – temos “motivos para temer a aceleração desse processo”, vez que “Se é verdade que o homem precisa da companhia de seus iguais, as dificuldades de mobilidade, os déficits habitacionais, as estatísticas de violência e os danos à saúde sinalizam que ele não precisa de tantos à sua volta”, principalmente se este processo mais se parece com o do modelo da Ásia e da África, e não com o modelo europeu!

Sabemos que em tempo de campanha eleitoral, como o que atualmente vivemos, nossos Parlamentos ficam esvaziados. Mas, independentemente dos resultados desta eleição de 2014, os atuais membros da Assembleia Legislativa do Estado bem que poderiam dar uma especialíssima contribuição à reflexão sobre 0 desenvolvimento (desenvolvimento, não apenas crescimento!) de nossa terra com a programação e realização, após as eleições, de um painel ou mesa redonda sobre este tema da “brutal concentração” e as saídas para superá-la no âmbito de nosso Estado, o que significa dizer buscar elementos para a elaboração de uma sugestão de Planos de Ações Governamentais. Para tal, entre os convidados como painelistas – e como primeiro expositor – convidaria o empresário Roberto Cavalcanti para mais detalhar o que denominou de “Brutal concentração”, valendo que também lembremos, para tanto, nomes como os de Rômulo Polari, José de Oliveira Costa…

Sem dúvida, um evento desse porte, como o aqui sugerido, corresponderia a buscarmos respostas quanto a “qual o estado que queremos?” ou “como interiorizarmos o desenvolvimento?”. E, quem sabe, não seria também colocada, para reflexão, se deveremos, ou não, interiorizar a Capital do Estado e a instalarmos no centro geográfico da Paraíba, deixando-a bem equidistante em relação a todas suas outras cidades, como forma atrativa desse desenvolvimento também interiorizado!

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