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SÉCULOS I e II

Restos de gladiadores romanos são encontrados na França, ainda acorrentados

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publicado em 02/01/2015 às 14h12

Ovacionados ou vaiados das grades do coliseu, vencedores ou perdedores, os valentes gladiadores romanos não eram donos de sua liberdade. Como uma amostra perfeita desta existência penosa de escravidão, foram encontrados os esqueletos de cinco lutadores ainda presos por seus grilhões, que não os deixaram nem em seu descanso eterno.

Recentemente, vários túmulos foram descobertos por arqueólogos no sudoeste da França, a 250 metros de profundidade de um antigo anfiteatro, no qual aconteciam as famosas batalhas em que homens se enfrentavam como animais selvagens. Os restos seriam dos séculos I e II de nossa era e fariam parte de um cemitério no qual eram enterrados aqueles que morriam nos arredores do anfiteatro. Três dos esqueletos foram achados com correntes em seus pescoços e pernas; outro, com um grilhão na garganta; e o último, uma criança escrava, com uma argola em um de seus pulsos.

Esses enterros aconteceram quando a Gália já havia sido invadida pelas legiões – o local era um próspero assentamento romano. A cidade de Saintes, onde foi realizada a descoberta, era a capital regional naquele período e é, atualmente, uma cidade famosa por causa de seu coliseu, que podia abrigar até 18 mil pessoas.

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