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OPERAÇÃO RÉPLICA

Homens são presos com três mil produtos falsos

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publicado em 26/09/2018 às 17h17
atualizado em 27/09/2018 às 06h28

Dois homens foram presos, na manhã desta quarta-feira (26), suspeitos de vender produtos falsificados em um shopping popular no Centro de João Pessoa. A ação, desencadeada pela Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia de Defraudações e Falsificações, foi realizada em conjunto com o Departamento de Estado Norte-Americano.

Durante a operação, os empresários Ye Wangping, de 52 anos, e Xiangbin Fan, de 33 anos, confirmaram comercializar mercadoria falsa há mais de três anos. Com um dos suspeitos, foi detido a quantia de R$ 30 mil em espécie, além de quase três mil peças falsificadas, entre blusas e sapatos, avaliadas em R$ 300 mil, caso fossem originais.

Os homens podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação de tributos.

Venda de produtos falsos

De acordo com as investigações, a negociação de produtos “piratas”, segundo levantamento do Departamento de Estado norte-americano e da INTERPOL, movimenta 522 bilhões de dólares por ano, além de resultar na perda de 30 bilhões de reais por ano com arrecadação de impostos e na perda de 2 milhões de empregos formais. Além do elevado prejuízo econômico, os valores obtidos com a venda de produtos falsos são utilizados para financiamento de condutas criminosas ainda mais graves, como lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública, financiamento a organizações criminosas, dentre outros.

O Brasil ocupa as primeiras posições no ranking mundial de prejuízos com a pirataria, segundo relatórios de diversos órgãos internacionais especializados. A ausência de fiscalização eficiente, a burocracia exigida pela legislação e a impunidade em grande parte dos casos contribui de maneira significativa para esta realidade.

A primeira fase da operação “Réplica” foi deflagrada em agosto, tendo como resultado a prisão de dois empresários e a apreensão de produtos Falsificações de duas marcas norte-americanas.

A nova fase da operação, deflagrada no dia de hoje, tem como objetivo a apreensão de produtos falsificadas de outras quatro marcas.

O objetivo maior da operação é identificar os responsáveis pela produção / importação / negociação dos produtos falsificados, além de identificar os maiores beneficiados pelos lucros advindos desta conduta. A Polícia Civil dará continuidade às investigações, deflagrando novas etapas da operação, de acordo com a evolução das infestações e de acordo com as informações prestadas pelas marcas lesadas.

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