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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Mário Tourinho

O descrédito nos candidatos

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publicado em 21/09/2018 às 17h22
atualizado em 21/09/2018 às 17h28

Desde quando nos entendemos como pessoa adulta, não nos lembramos de um período com tanta descrença nos candidatos, por parte da população, quanto neste relativo à presente campanha eleitoral.

Se tem sido difícil ao eleitor bem avaliar sobre as promessas feitas pelos candidatos a cargos do Poder Executivo, dificílimo o é em relação aos candidatos ao Poder Legislativo, isto especialmente porque estes candidatos ficam a prometer ações que pouco dizem com as funções pertinentes aos Parlamentos.

Aliás, estes mesmos candidatos têm apresentado até os quantos milhões carrearam ou podem carrear, como parlamentares, para projetos que são específicos do Poder Executivo. Passam a idéia de que, como parlamentares, em vez das funções de legislar e principalmente fiscalizar as ações do Poder Executivo, a respectiva missão seria a de “carrear recursos para o estado ou municípios em que atuam”.

Tamanha é a descrença da população às promessas eleitorais que tem sido espalhado uma mensagem nas redes sociais segundo a qual uma alta autoridade morrera e chegando à porta do firmamento encontrou o porteiro que lhe perguntou: “Quer ficar no céu ou no inferno?”. E ainda ofereceu a oportunidade de conhecer os dois ambientes, antes de decidir. Foi primeiro visitar o inferno, lá encontrando o diabo que ofereceu todo tipo de benfeitorias e prazeres… Depois foi conhecer o céu e lá constatando muita monotonia, não gostou e voltou ao inferno.
E ao inferno retornando, foi imediatamente xingado e chibatado pelo diabo, pelo que esta alta autoridade disse: “Ei, amigo! Está me reconhecendo, não?! Eu estive aqui e você disse que a mim estavam garantidas muitas benfeitorias e prazeres!…”. E aí o diabo respondeu: “Eu estava em campanha eleitoral! E já ganhei!”.

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