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Vila de Matarandiba

MP apura abertura de cratera com mais de 77m na BA

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publicado em 18/09/2018 às 18h32
atualizado em 18/09/2018 às 18h33
Cratera gigante misteriosa com quase 78 metros de profundidade que surgiu na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou inquérito para apurar as causas da abertura da cratera na Vila de Matarandiba, na cidade de Vera Cruz, ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador.

Nesta terça-feira (18), o MP-BA informou ao G1 que o inquérito foi aberto na sexta (14). A última informação divulgada pela empresa Dow Química, responsável pela área onde a cratera surgiu, é de que o buraco chega a 77,9 metros de comprimento.

O processo foi instaurado pelas promotores de Justiça Eduvirges Tavares e Ubirajara Fadigas, que atuam na área do Meio Ambiente. Tavares informou que solicitou a realização de perícias técnicas pela própria empresa e por órgãos especializados, como o Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

As novas inspeções no local serão realizadas com a presença do Ministério Público Estadual. Ainda de acordo com a promotora, as investigações precisam de informações científicas precisas, para que o MP possa identificar as responsabilidades civil e criminal da cratera.

O MP informou também que o objetivo da ação é preservar a vidas das pessoas e proteger o meio ambiente.

A cratera foi descoberta em junho deste ano. Na época, ela tinha 46 metros de profundidade, 69 metros de comprimento e 29 metros de largura. O buraco fica no meio de uma mata nativa na Ilha de Matarandiba e está a cerca de 1 km do local onde vivem os moradores.

A área onde a cratera se abriu fica na propriedade da multinacional americana Dow Química, que utiliza a área para extração de salmora, uma mistura de água e sal usada na fabricação de produtos químicos. A salmora é retirada em seis poços a uma profundidade de 1,2 mil metros.

A empresa diz que a erosão trata-se de um fenômeno geológico conhecido como “vazio subterrâneo”. A Dow também informou que não é possível saber as causas do fenômeno, entretanto a empresa segue atuando em três frentes para apurar a causa da erosão e descartar a eventual possibilidade de novas ocorrências.

Uma equipe de especialistas está estudando a cratera, chefiada por um geólogo norte-americano da Dow. A empresa informou que, além de um estudo geomecânico, que analisa dados geológicos, está atuando em outras duas frentes para apurar a causa da erosão e avaliar a eventual possibilidade de novas ocorrências.

 G1

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