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Odilon Fernandes – advogado, escritor, professor e procurador federal aposentado.

A culpa é da Polícia

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publicado em 17/08/2018 às 17h57

Os intelectuais, militantes e políticos de esquerda costumam atribuir a maior intolerância policial do mundo a órgãos de segurança de países democráticos, quando sabemos que arbitrariedades policiais no mundo estão concentrados em países comunistas ou autocráticos, como Cuba, Venezuela, Nicarágua, China, Turquia, e alguns outros ditatoriais, onde a maior violência é a inexistência da liberdade. No Brasil se atribui a responsabilidade pelos altos índices desta violência a Polícias Militares, quando na realidade os policiais são as principais vítimas da violência, em decorrência da irresponsabilidade, descaso, demagogia e mentiras dos Governos Estaduais e Federais. Em primeiro lugar verifica-se que os efetivos das nossas Polícias Militares que possuem o déficit aproximadamente de 200.000 (duzentos mil) homens, segundo a Legislação das próprias unidades Federativas, podemos também afirmar que de uma forma geral ocorre limitação das quotasde combustível para as viaturas policias, que na maioria das vezes são veículos sem potência sequer para fazer uma perseguição e ainda com a gravidade de que as Policias Militares praticamente não possuem veículos, automóveisblindados. O Policial que exerce uma das funções mais nobres do Estado é tratado como um marginal, principalmente pelos “defensores dos direitos humanos”, servidores que exercem uma das profissões mais perigosas do mundo. Entre nós temos um índice de 30 (trinta)mortes por homicídio para cada 100.000 (cem mil) habitantes e entre os policiais proporcionalmente, esses índices chegam a maisde 100 (cem) por 100.000 (cem mil) policiais.

Na nossa imprensa, os esquerdistas acham que o policial brasileiro deve ter tolerância, até ficar inerte diante de um marginal, em plena zona urbana, portando em tom ameaçador uma arma de guerra. Na Europa onde a violência é 30 vezes inferior a do Brasil, diante de qualquer risco a policia utiliza o poder letal, o exemplo clássico lamentável foi do jovem brasileiro morto pela polícia inglesa no metrô de Londres, em razão de um gesto brusco que cometeu. Aqui muitos defendem a tese de que o policial só pode atirar em alguém de for alvo da artilharia ou sofrer ameaça explícita por parte um bandido. Os esquerdistas festivos não condenam os fuzilamentos sumários da China, da Coreia do Norte, da Turquia, da Venezuela, da Nicarágua e muitos outros lugares que são comunistas, ou de governantes autocráticos e seguidores da doutrina de Karl Max, na realidade precisamos encarar a segurança pública com seriedade, como também a saúde, educação e infraestrutura. Em síntese necessitamos de políticos patriotas e honestos.

O esquerdismo de Fernando Henrique e mesmo antes o desclassificado Sarney e todos os que vieram depois, até hoje, às vezes se auto classificando sociais democratas, estatizam o País, prestigiam os parasitas, anarquistas, oportunistas e os selvagens privilégios implantando a recessão em todos os governos, depois da gestão dos militares. Instituindo-se abolsa família sem a mínima seriedade, com o único propósito de assegurar o voto de cabresto, o mesmo ocorrendo com todas as outras medidas que chamam de sociais, mas que tem a mesquinha finalidade de manipular a vida dos destinatários dessas políticas, sem nenhuma preocupação de emancipar, instruir e dar responsabilidades a esta camada da população. Há uma enormidade de penas ridículas para crimes hediondos, violentos, de grande potencial ofensivo,enquanto são severamente punidos os que cometem pequenos delitos que sequer deveriam estar presos e sim punidos com penas alternativas já conhecidas. Há violações generalizadas a Constituição, onde se observa desrespeito aliberdade de ir e vir, estabelecimento de privilégios para as elites sociais, como por exemplo, Deputados condenados e presos, exercendo o mandato e até fazendo parte da Comissão de Ética do Parlamento, e pasmem até Ministros políticos no Supremo temosregistrado. Precisamos mostrar nosso repúdio a tudo isto. Nossa situação é surrealista, onde um armador, colecionador de armas, tem descontos, vantagens, facilidades para comprar armas, enquanto que o policial nada disto tem e encontram grandes dificuldades, burocracia, sem ter nenhuma facilidade, desconto, para comprar uma arma confiável, mesmo sendo notório que o armamento de nossas policias não presta, é defeituoso, nem faz frente as armas, ao arsenal poderoso da bandidagem.

Vivemos numa sociedade onde qualquer um pode bloquear uma rodovia, uma via pública, desrespeitar o direito de propriedade, queimar ônibus, invadir prédios públicos com a tolerância criminosa das autoridades deste País, apoio de instituições de direitos humanos, da imprensa, estimulando o crescimento da violência, da insegurança pública, sem falar da grande insegurança jurídica que denigre a nossa imagem diante do mundo.

É oportuno dizer que uma coisa os nossos governantes fazem com grande habilidade e regularidade, que é o aumento e criação de impostos, que também trava o nosso desenvolvimento e desestimula o cumprimento das normas tributárias, que fazem com que tenhamos altíssimos índices de sonegação em todas as camadas da população, da sociedade, tem muitas fraudes praticadas, especialmente pelos mais poderosos. É surpreendente a ostensiva defesa que é feita pelos órgãos de imprensa, defensores públicos e de direitos humanos das pessoasconsideradas de bem, que atentam contra a paz social em protestos violentos realizados em horário de trabalho, durante os dias da semana, e que são tidas como pessoas de bem e inversamente como vítimas sociais, sem que se tenham uma explicação para os seus meios de sobrevivência, disponíveis a qualquer momento para fazer protestos, cometendo atentado contra a policia e a sociedade, o que já basta para que sejam suspeitos de serem membros de grupos criminosos, pois sabemos que uma pessoa responsável, trabalhador, não pode ser profissional de atividades tidas como ilícitas pela Lei. Muitas outras esquisitices e coisas dolosas são defendidas por entidades que deveriam combate-las intensamente, e o pior é que essas pessoas nunca são punidas, sentem-se estimuladas a se dedicarem integralmente a atividades ante sociais. Vivemos umcaos e não vemos perspectiva de uma melhora rápida para este quadro com os candidatos que se apresentam para disputar as eleições, não temos estabilidade, tranquilidade que é dever do Executivo, Legislativo e Judiciário nos garantir, sendo evidente que estão sempre ao lado das “pobres vítimas sociais”, que em verdade são soldados do crime e da anarquia que domina o nosso Brasil.

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